Acolhida ao Calouro 2026/1 integra estudantes à vida universitária nos campi da UNIFAL-MG

Programação reuniu recepção institucional, orientações acadêmicas, ações solidárias e atividades culturais
Acolhida ao Calouro 2026/1 mobiliza campi da UNIFAL-MG com orientação, integração e ações solidárias (Foto: Vitória/Dicom)

A entrada na universidade marca o começo de uma etapa repleta de descobertas, desafios e novas escolhas. Na UNIFAL-MG, os ingressantes do primeiro semestre de 2026 foram recebidos com uma programação pensada para apresentar a vida acadêmica, os cursos, os projetos institucionais e as oportunidades de ensino, pesquisa e extensão nos campi de Alfenas, Poços de Caldas e Varginha.

Em Poços de Caldas, a programação reuniu recepção institucional, apresentações de projetos, atividades de integração e ações solidárias. Em Varginha, os ingressantes participaram de boas-vindas institucionais, visitação a estandes, orientações acadêmicas e mesas-redondas com cursos e egressos. Já em Alfenas, o evento contou com Feira da Acolhida, atividades culturais e recepção da Reitoria.

Calouros do campus Poços de Caldas durante entrega das doações no Lar dos Velhinhos (Foto: arquivo pessoal)

Mais do que apresentar estruturas e serviços, a acolhida de 2026/1 também reforçou o compromisso da universidade com a formação cidadã. No campus Poços de Caldas, esse propósito se expressa por meio do Projeto Calouro Cidadão, que substitui práticas tradicionais de recepção por ações solidárias e de integração entre ingressantes, veteranos e comunidade. Criado para humanizar o trote, o projeto envolve atividades de caráter social, filantrópico e educativo, como arrecadação de alimentos, roupas, calçados e brinquedos, entrega de donativos a instituições beneficentes e ações de doação de sangue e cadastro de doadores de medula óssea. Segundo informações do coordenador do projeto, professor Osvaldo Carvalho Junior, a edição deste semestre arrecadou 316 quilos de alimentos, 982 peças de roupas e registrou 22 doações de sangue. Em Poços de Caldas, a programação incluiu ainda a contabilização das doações, a entrega dos materiais ao Lar dos Velhinhos e à APAE e uma ação de doação no Hemocentro.

Universidade pública como espaço de transformação

Durante a cerimônia de acolhida no campus Poços de Caldas, o reitor da UNIFAL-MG, Sandro Amadeu Cerveira, destacou o papel da universidade pública como espaço de transformação pessoal, convivência democrática e produção de conhecimento. Em sua fala aos estudantes, ele ressaltou a qualidade da formação oferecida e incentivou os calouros a aproveitarem integralmente a experiência universitária.

O reitor da UNIFAL-MG deu boas-vindas aos novos estudantes do campus Poços de Caldas (Foto: Luciana Resende/Dicom)

“A graduação que vocês estão iniciando, os laboratórios que vão utilizar e os estágios que terão acesso são oportunidades de excelência. Aproveitem isso. Vivam a universidade. Vivam os corredores, as conversas, as amizades, as festas, as discussões acadêmicas”, afirmou.

Ao abordar as possibilidades abertas pela vida universitária, Sandro também chamou atenção para a importância de participar de projetos de pesquisa e extensão, além das atividades de representação estudantil. “A universidade se sustenta sobre três pilares: ensino, pesquisa e extensão. Aproveitem os três”, disse. No encerramento da fala, deixou uma mensagem direta aos ingressantes: “Sejam muito bem-vindos. Viva a universidade pública”.

Chegada mais informada e atenta às oportunidades

No campus Poços de Caldas, a recepção aos novos estudantes também foi marcada pela percepção de que os ingressantes chegam mais informados sobre a universidade e mais atentos às possibilidades da graduação. Para o professor Davidson de Oliveira França Júnior, coordenador do curso de Engenharia Civil, esse perfil chamou atenção durante as atividades de acolhida.

Davidson de Oliveira, é docente do ICT (Foto: Luciana Resende/Dicom)

“Os estudantes que estão chegando agora vêm muito curiosos. É o primeiro contato deles com a universidade, então chegam com muitas dúvidas, o que é natural. Mas uma coisa que me chamou bastante a atenção nesta turma foi a vontade de aprender”, observou.

Segundo ele, muitos calouros já iniciam a trajetória acadêmica fazendo perguntas sobre estágios, pesquisa e experiências para além da sala de aula. “Dá para notar que eles já chegam mais informados, seja porque receberam boas orientações antes, seja porque já buscaram entender melhor o que é a universidade e como ela funciona”, afirmou.

Lucas Curi Barbosa é calouro do BICE no campus Varginha (Foto: arquivo pessoal)

Essa disposição também aparece no relato dos próprios estudantes. Lucas Curi Barbosa, de Varginha, 18 anos, ingressante do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia (BICE), afirmou que escolheu a UNIFAL-MG pela proposta formativa do curso e pela reputação da Instituição. “Escolhi o BICE pela oportunidade de realizar uma graduação que abrange economia, atuária, administração e contabilidade, em paralelo com a oportunidade de especialização. A escolha da UNIFAL foi por sua história e professores renomados”, disse.

Sobre os primeiros dias de aula, Lucas destacou a autonomia que a rotina acadêmica exige e a relação próxima com os docentes. “A primeira semana de aula mostrou como a dinâmica da universidade permite autonomia aos discentes e a proximidade dos professores com os estudantes”, relatou. Em relação ao futuro, ele afirma que pretende explorar as possibilidades do curso antes de definir a área de aprofundamento. “Busco encontrar a área que mais tenho interesse no BICE e realizar a especialização na área, além de aproveitar ao máximo as oportunidades que a universidade oferece.”

Expectativas, adaptação e amadurecimento

Lara Samira Pasqualim é caloura do BICT (Foto: Luciana Resende/Dicom)

Entre os estudantes do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), em Poços de Caldas, os depoimentos revelam entusiasmo com a nova etapa e, ao mesmo tempo, um processo intenso de adaptação. Lara Samira Pasqualim, de Santa Rosa de Viterbo (SP), 17 anos, ingressou no Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT) com o objetivo de seguir para Engenharia de Produção. Para ela, a chegada à universidade representa a realização de um projeto antigo.

“Sempre foi um sonho para mim entrar em uma federal”, contou. A estudante disse estar satisfeita com a recepção e com as apresentações que conheceu nos primeiros dias. “Estou gostando bastante das palestras, das apresentações e da forma como as pessoas estão me recebendo.”

Filha de engenheiro de produção, Lara afirma que a escolha pela área veio do contato familiar com a profissão, mas a opção pelo BICT também considerou a possibilidade de ampliar a formação. “Além da engenharia, eu também vou conquistar o diploma do bacharelado interdisciplinar. Achei que seria uma formação mais completa, com mais possibilidades”, explicou.

Raíssa da Gama e Francisco Zorzi, calouros do BICT (Foto: Luciana Resende/Dicom)

A estudante Raíssa Raguemaier da Gama, de Caçapava (SP), também ingressante do BICT, destacou como a experiência prática da acolhida ajudou a visualizar melhor o funcionamento do curso interdisciplinar. “Eu já tinha pesquisado bastante sobre o curso antes de vir, mas viver isso de perto é bem diferente”, afirmou. Para ela, os estandes e apresentações ampliaram a percepção sobre os caminhos possíveis na universidade. “Acho isso muito interessante, porque amplia a visão sobre os caminhos que podemos seguir.”

De Jundiaí (SP), Francisco Zorzi contou que as palestras e atividades dos primeiros dias mudaram sua compreensão sobre o bacharelado interdisciplinar e também sobre outras áreas de formação. “Eu já achava o BICT um curso interessante, mas aqui descobri muitas coisas que ainda não sabia”, disse. Segundo ele, conhecer melhor cursos como Engenharia de Minas ajudou a ampliar seus horizontes acadêmicos. “Esses primeiros dias já estão ajudando bastante a ampliar minha visão sobre as possibilidades profissionais.”

Conselhos de quem já está na universidade

A acolhida também contou com a escuta de estudantes veteranos, que compartilharam experiências e orientações com os novos colegas. Luiz Felipe dos Reis Muniz, estudante do BICT com pretensão de ingressar em Engenharia de Produção, relembrou o impacto que sentiu ao entrar na universidade e destacou o amadurecimento vivido desde então.

“Quando entrei na universidade, uma das primeiras mudanças que senti foi o impacto da exigência do ensino superior”, relatou. Hoje, como veterano, ele afirma que percebe com mais clareza a importância de conciliar liberdade e responsabilidade. “É importante aproveitar tudo o que a universidade oferece, mas também é preciso ter responsabilidade.”

Luiz Felipe dos Reis Muniz e Nicolas Pereira Lopes da Silva são veteranos no campus Poços de Caldas (Foto: Luciana Resende/Dicom)

Para ele, uma das principais lições da graduação é o aproveitamento das oportunidades que surgem logo no início da trajetória. “A principal lição que eu vejo hoje, e que teria feito muito sentido para mim lá no início, é aproveitar desde cedo os projetos e as ações de extensão”, afirmou.

O estudante Nicolas Pereira Lopes da Silva, do ICT, também associou a experiência universitária a um processo de autoconhecimento. Natural de Jacareí (SP), ele ingressou em 2020, em plena pandemia, e disse que precisou redescobrir sua trajetória acadêmica ao longo do curso. “Esse processo de me compreender melhor foi muito importante, porque me permitiu encontrar mais sentido no que estudo”, contou. Hoje, participa de iniciação científica e está em seu segundo estágio.

Na barraca da Química, durante as atividades de acolhida na Sede, a estudante Sofia, do terceiro período de Química Bacharelado, resumiu em poucas palavras um sentimento recorrente entre os veteranos: o acolhimento faz diferença na adaptação dos ingressantes. “A UNIFAL-MG é muito acolhedora”, afirmou. Para ela, a ajuda dos colegas mais antigos é fundamental no início da trajetória acadêmica. “Quando a gente chega como calouro, é comum ficar um pouco perdido. E nesse momento os colegas mais antigos ajudam muito.”

Por fim, seu conselho aos novos estudantes foi simples e direto: “Calma, você vai se acertar”. Segundo Sofia, o primeiro ano costuma ser mais desafiador, pela mudança de ritmo e pela nova dinâmica em relação ao ensino médio, mas a adaptação acontece com o tempo. “Não precisa ter pressa. Com o tempo você se adapta, entende melhor o funcionamento das coisas e encontra o seu ritmo dentro da universidade.”

A seguir, confira os registros realizados ao longo da semana de acolhida aos calouros 2026/1:

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