Maria Flávia Maciel Santiago, natural de Conceição do Rio Verde/MG, é egressa do curso de Licenciatura em Matemática, concluído em 2023, e do mestrado em Educação da UNIFAL-MG, concluído em 2025. Em 2022, com 23 anos, atuou no estado de Minas Gerais como professora substituta de Matemática e, atualmente, é bolsista no curso de Doutorado em Educação Matemática, no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEM) da UNESP – campus Rio Claro. A editoria UNIFAL-MG pelo Mundo apresenta a trajetória da profissional.

Ela conta que, desde o ensino fundamental, sabia que queria ser professora de Matemática. Quando ingressou no ensino médio, começou a procurar por universidades públicas, que ficassem no sul de Minas, e que tivessem o curso de licenciatura em Matemática. Nesse processo, conheceu a UNIFAL-MG.
“A Universidade possuía avaliação nota máxima no MEC. Também descobri pessoas da minha cidade que estudavam na UNIFAL-MG e seus relatos sobre a universidade foram muito positivos, principalmente em relação às políticas públicas de permanência, que foram fundamentais para mim”, declara.
A graduada complementa que se interessou principalmente pelos projetos e programas no âmbito da Educação Básica. “A UNIFAL-MG já era uma das minhas opções e se tornou a primeira, pois, além de sua excelência, os relatos sobre o acolhimento no curso de Matemática e os projetos e programas desenvolvidos foram muito positivos”, afirma.
Maria Flávia narra que, depois que ingressou, a experiência na Universidade foi essencial para o desenvolvimento de muitos aspectos da sua vida. Em relação ao âmbito acadêmico, costuma dizer que aproveitou todas as oportunidades que teve. “Participei de eventos, dentro e fora da UNIFAL-MG, e auxiliei na organização de alguns. Participei de projetos de extensão, programas de ensino e fiz duas iniciações científicas”, relata.

Ela complementa ao afirmar que aproveitou as oportunidades que foram essenciais para o seu desenvolvimento profissional, enquanto professora de Matemática e na construção da pesquisadora em Educação Matemática que está se tornando.
Sua experiência pessoal também foi positiva. Fez muitos amigos, passou por situações de crescimento com o apoio deles e dos professores da UNIFAL-MG. “Ressalto que permaneci na UNIFAL-MG por seis anos, pois fui assistida pelas políticas de permanência durante esses anos e isso foi fundamental para que a minha experiência tenha sido tão positiva”, enfatiza.
Maria Flávia atuou como professora substituta em 2022, quando estava nos últimos períodos da graduação e conseguiu autorização temporária para lecionar, com o antigo CAT. “Encarei esse processo da minha vida profissional com certa tranquilidade, pois, assim que ingressei na graduação, em 2019, atuei no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), o que proporcionou experiências que contribuíram significativamente para essa transição”, acrescenta.
Ela destaca, ainda, que um dos momentos mais marcantes de sua graduação foi o estágio em uma escola de Alfenas, quando conversava com os estudantes. Um dos assuntos era sobre o ingresso no Ensino Superior e as vivências nesse espaço. “Muitos não sabiam que a UNIFAL-MG é uma universidade pública e que poderiam sequer circular nesse espaço. Quando vi que alguns desses estudantes ingressaram na UNIFAL-MG, foi um momento muito marcante de que sempre me recordarei com muita alegria”, conta.

Hoje, ela relata que encarou muitos desafios que somente com a prática aprendeu a lidar, mas, sem as experiências da graduação, teria sido mais complicado esse processo. “Atualmente, não leciono, pois desenvolvo pesquisa em Educação Matemática. Mas o suporte que tive na graduação e as experiências que desenvolvi, participando de IC’s, por exemplo, ajudaram na transição para a pós-graduação”, pontua.
A doutoranda narra que fez redes de contato importantes para dar continuidade no seu caminho enquanto pesquisadora. Ela conheceu seu orientador de mestrado na graduação, no primeiro ano, quando participou do PIBID. “Fui me aproximando do interesse de pesquisa dele, Educação Matemática Crítica e formação de professores”, aponta.
Em seguida, ele a orientou em uma Iniciação Científica, importante para criar uma base para a pesquisa de mestrado. A egressa diz que esse contato foi fundamental para seu ingresso no doutorado.
A profissional ressalta que os conhecimentos adquiridos na UNIFAL-MG estão presentes diariamente. De acordo com ela, as aprendizagens desenvolvidas a partir das experiências em projetos e programas a ajudaram na prática enquanto professora. “Em especial, fiz duas iniciações científicas que foram cruciais para formar uma base da pesquisadora que sou hoje”, reforça.

Dentre as experiências, ela destaca o PIBID e o Projeto Conversas Matemáticas. “A participação nesse programa e projeto proporcionaram muitas experiências fundamentais para minha formação profissional e pessoal”, afirma.
A matemática relata que foram muitas trocas com professores e colegas, além do contato com as escolas da Educação Básica, o lugar que sempre a encontrou. “Ter mantido vivo esse contato do início ao fim da graduação, por meio desses projetos, foi muito importante”, salienta.
Quando questionada sobre qual mensagem deixaria aqueles que estão na universidade hoje, responde: “Aproveitem os momentos com as pessoas que criaram laços e com os professores e demais profissionais que se aproximaram. Continuem seu caminho, que pode ser incerto e nem sempre as possibilidades virão de imediato. Não se comparem com outras pessoas, porque cada caminho é único e as oportunidades aparecem com o tempo. Para isso, valorizem as experiências da graduação, as redes de contato que construíram e os laços que criaram”.
Questionada se faria algo diferente durante a graduação, ela afirma que não. Além disso, a egressa finaliza com uma mensagem de valorização da educação pública: “Valorizem a universidade pública, gratuita e de qualidade.”
Luciele Fernanda Cadete é estagiária da Diretoria de Comunicação Social da UNIFAL-MG












