Liga de Fisioterapia da UNIFAL-MG realiza realiza 1ª Oficina de Primeiros Socorros para Vítimas de Afogamento

A oficina abordou conteúdos da prevenção ao resgate; (Foto: Arquivo/ LIFIE/UNIFAL-MG)

Em parceria com o Corpo de Bombeiros e a disciplina de Fisioterapia Aquática, a Liga de Fisioterapia Intensiva e Emergência da UNIFAL-MG (LIFIE/UNIFAL-MG) realizou a 1ª Oficina de Primeiros Socorros para Vítimas de Afogamento. A oficina, ocorrida nos dias 14 e 21 de setembro, na Clínica de Fisioterapia, na Unidade Santa Clara, teve como objetivo treinar os alunos para que soubessem reconhecer um afogamento e agir com rapidez e técnica para realizar um resgate bem-sucedido.

A oficina foi ministrada pelos bombeiros bombeiros Raphael Soares Ferreira, Romulo Dutra e Vitor Azevedo. (Foto: Arquivo/LIFIE/UNIFAL-MG)

A formação foi conduzida pelos bombeiros Raphael Soares Ferreira, Romulo Dutra e Vitor Azevedo, que compartilharam a experiência de quem enfrenta essas situações na prática. A atividade promoveu a troca de conhecimentos entre a ciência ensinada na Universidade e a realidade das ocorrências. A oficina foi dividida em cinco eixos. O primeiro abordou prevenção, avaliação e suporte básico de vida em área seca e reforçou que o melhor resgate é aquele que não precisa acontecer. Nessa etapa, os participantes discutiram medidas de prevenção, aprenderam a avaliar o grau de afogamento e treinaram o suporte básico de vida fora da água, incluindo o uso da oxigenoterapia.

No segundo eixo, os instrutores apresentaram os elos essenciais do atendimento: prevenir, reconhecer o afogamento e pedir ajuda, oferecer flutuação, retirar a vítima da água com segurança e prestar o suporte necessário. “Um ponto central foi o acionamento correto do socorro, já que cada minuto conta”, explicam os organizadores.

Os graus de afogamento e as condutas indicadas para cada nível também foram abordados. De acordo com a LIFIE, nem toda vítima de afogamento precisa do mesmo atendimento. A classificação por graus orienta a conduta, desde os casos em que a vítima apenas tosse até aqueles que evoluem para uma parada cardiorrespiratória. Nessa etapa, foi ressaltado que, no afogamento, o problema de origem é a falta de oxigênio e, por isso, a ventilação ocupa lugar prioritário na reanimação.

O quarto módulo tratou de situações que exigem atenção redobrada, como as complicações após o resgate e o atendimento em contextos específicos, preparando os participantes para cenários que fogem do padrão.

Na etapa final da oficina, os estudantes deixaram a sala de aula e entraram na piscina da Clínica de Fisioterapia. “Ali, a teoria ganhou corpo: os participantes vivenciaram técnicas de abordagem, flutuação e retirada da vítima, entendendo na própria pele os desafios de um resgate aquático”, enfatiza a coordenação. Segundo a professora Carolina Kosour, a programação foi planejada para acompanhar toda a trajetória do atendimento, do antes ao depois do incidente.

A oficina foi organizada pela Presidência da LIFIE, representada pelas estudantes Any Katarine Cunha Oliveira e Natalia Sandi Gonçalves, com o empenho dos demais membros da diretoria, e coordenada pela professora Carolina Kosour. A ação contou com a parceria da professora Andreia Maria Silva Vilela Terra, responsável pela disciplina de Fisioterapia Aquática, que viabilizou a integração entre os conhecimentos sobre emergências e o ambiente aquático.

“A iniciativa mostra o que as ligas acadêmicas fazem de melhor: aproximar a formação universitária das necessidades reais da comunidade. Futuros profissionais de saúde que sabem reconhecer e agir diante de um afogamento se tornam elos fortes nessa cadeia de sobrevivência, dentro e fora do hospital”, finaliza a coordenação.

*Maria Clara Lima é estagiária da Diretoria De Comunicação Social da UNIFAL-MG

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