Victória Maria Da Ré Silva construiu sua trajetória acadêmica na UNIFAL-MG combinando monitoria, extensão universitária e iniciação científica. Formada no Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia e reconhecida como Destaque Acadêmico, ela inicia agora o curso de Engenharia Química, levando consigo uma formação marcada pelo protagonismo estudantil e pelo compromisso com a educação pública.
A acadêmica compartilha como as oportunidades extraclasse contribuíram para sua construção acadêmica e reforça a importância da presença feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Aprender ensinando
Compartilhe como foi a sua experiência acadêmica e pessoal durante a graduação na UNIFAL-MG

Victória: Ingressei na UNIFAL-MG em 2022 e desde o início da minha graduação percebi a grande quantidade de projetos e oportunidades extraclasse que a Universidade oferece aos alunos.
Em meu segundo período, atuei como monitora de Matemática Básica, auxiliando colegas que apresentavam dificuldades em fundamentos essenciais de Cálculo e Álgebra. Essa experiência contribuiu muito para que eu pudesse me desenvolver em termos de didática e empatia.
No período seguinte, ingressei no projeto de extensão Cursinho Saberes, cursinho pré-vestibular gratuito oferecido pela UNIFAL-MG, no qual atuei como professora de matemática durante um ano. Foi uma experiência única e extremamente gratificante, pois pude contribuir diretamente para a formação de jovens e adultos oriundos de escolas públicas em seus processos de preparação para vestibulares.
Em meu quarto período, passei a integrar o grupo PET Conexões de Saberes, programa do qual ainda faço parte e com certeza tem sido fundamental para meu desenvolvimento em termos pessoais, acadêmicos e profissionais. Também realizei uma Iniciação Científica voluntária durante um ano, no Laboratório de Materiais (LABMAT) da UNIFAL-MG. Foi uma experiência muito enriquecedora, onde pude aprimorar meus conhecimentos em equipamentos e regras laboratoriais, práticas experimentais, leitura e escrita acadêmica, além de entender e compreender os desafios do meio científico, cujos frutos com certeza fazem toda a diferença em nossa universidade e em nosso país.
Presença feminina que se fortalece
O que significa, para você, receber esse reconhecimento acadêmico sendo mulher em um curso de Engenharia?

Victória: Para mim, receber esse reconhecimento acadêmico é extremamente gratificante, pois reflete todo meu esforço e dedicação em aproveitar a universidade e suas oportunidades da melhor maneira possível. Além disso, ele também reforça que mulheres pertencem e podem se destacar em cursos que historicamente possuem predominância masculina. Além de representar uma conquista pessoal, é também uma forma de incentivar outras meninas e mulheres a persistirem nas áreas de exatas.
Ao longo do curso, você sentiu que ser mulher em uma área de Engenharia trouxe desafios específicos? Quais?
Victória: Não senti diretamente obstáculos relacionados ao fato de ser mulher, no sentido de ter sido limitada ou desestimulada por isso. Sinto que as mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço e reconhecimento nesses cursos.
Curiosidade e dedicação na construção do caminho científico
Que mensagem você deixaria para uma menina que gosta de Matemática, Engenharia, Química ou Ciências, mas tem dúvida se é um caminho para ela?
Victória: Eu diria para ela confiar no próprio interesse, pois esse caminho com certeza também é dela.
Talvez o início possa parecer desafiador, mas a dedicação e a curiosidade fazem toda a diferença e contribuem para fortalecer a presença feminina nessas áreas.
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