“A formação acadêmica me proporcionou a base necessária para entender e aplicar metodologias científicas e o delineamento de projetos essenciais para a execução de estudos e projetos de licenciamento ambiental”, afirma Gregório Menezes, egresso do curso de Ciências Biológicas/Licenciatura da UNIFAL-MG e sócio-fundador da Biotropica Consultoria Ambiental Ltda.

Atualizado em 06/04/2026 08:52

Gregório Menezes durante palestra que ministrou na 9ª Jornada da Biologia, em comemoração aos 25 anos do curso, em 2025. (Fotos: arquivo pessoal)

A editoria UNIFAL-MG pelo Mundo, cujo objetivo é relatar trajetórias de egressos da Universidade, apresenta mais uma história marcante. Gregório Menezes se formou em Biologia/Licenciatura na UNIFAL-MG, em 2008. O egresso é mestre em Diversidade Biológica e Conservação, pela UFSCAR, e atua como diretor comercial e especialista em Sistema de Gestão Integrada na Biotropica Consultoria Ambiental Ltda., empresa na qual é sócio-fundador.

Carteirinha de estudante utilizada pelo egresso durante a graduação.

“Os conhecimentos adquiridos na UNIFAL-MG foram fundamentais para minha formação como consultor ambiental e para a criação da Biotropica”, afirma Gregório Menezes. Ele conta que seu interesse pela área surgiu no final do ensino médio, quando a UNIFAL-MG ainda era o Centro Universitário Federal (EFOA/CEUFE), mas já possuía um curso conceituado de Ciências Biológicas.

“Eu tinha um pouco de dúvida em cursar Ecologia, mas, conversando com meus professores do cursinho, eles me orientaram a seguir na Biologia, decisão que hoje vejo que foi bastante assertiva”, relata.

O egresso considera sua experiência acadêmica bastante completa. “Posso dizer que vivenciei a Universidade de ponta a ponta: tive uma bolsa de auxílio crucial para minha permanência, na época chamada de bolsa trabalho, e atuei por três anos, parte na Pró-reitoria de Extensão e parte nos laboratórios de informática”, declara.

Encontro com a professora Érica Hasui, na UNIFAL-MG, durante a 9ª Jornada de Biologia, em 2025.

A descoberta e o interesse pelas áreas de zoologia e ecologia, o estágio com a professora Érica Hasui, do Instituto de Ciências da Natureza (ICN) da UNIFAL-MG, e a bolsa trabalho, para ele, foram os momentos mais importantes da graduação. Gregório Menezes também foi bolsista de iniciação científica, participou do grupo Laboratório de Ecologia de Fragmentos Florestais (Ecofrag), atuou durante toda a graduação no centro acadêmico e no projeto de extensão Maracatu Muiraquitã. “Tive professores, colegas de sala e de república maravilhosos. Joguei bastante vôlei e basquete em uma quadra que já não existe mais e aproveitei as muitas festas que sempre aconteciam”, complementa.

Gregório Menezes e sua esposa, Marília, durante um encontro com a professora Érica Hasui e os professores Flávio Ramos, Rogério Grassetto e Vinícius Xavier, em 2025.

O profissional agradece a professora Érica Hasui, que também foi sua orientadora. “Desde a metade da graduação, graças à minha grandiosa orientadora, Érica Hasui, tive a oportunidade de estagiar em diversos projetos de pesquisa com profissionais e recebi uma bolsa técnica para atuar no Laboratório de Ecologia da Paisagem da USP-São Paulo”, aponta.

Gregório Menezes diz que, por meio desses contatos, conheceu o mercado da consultoria ambiental, pois viu que seria uma maneira de atuar em sua área de interesse, além da carreira acadêmica. Logo em seguida, o egresso foi convidado para ser auxiliar de campo de um desses colegas e, no ano seguinte, uma empresa de consultoria o convidou para ser responsável técnico de monitoramento de avifauna de três gasodutos implantados pela Petrobras.

Ele também agradece outros (as) professores (as). “Não gostaria de citar nomes, mas seria injusto não fazer menção a Vinicius Xavier, Thales Tréz, Adriana Teófilo Silva Vieira, Maria de Fátima Sant’Anna e Marcelo Polo. Meu muito obrigado de coração! Espero que muitas outras pessoas possam ter a oportunidade de estudar e desfrutar dessa Universidade fenomenal, que é a Universidade Federal de Alfenas”, salienta.

Gregório Menezes durante atividade de campo de captura e marcação da avifauna, em um de seus estágios na graduação, em 2007.

Foi com base nessa trajetória que o profissional aprendeu a trabalhar em campo, amadureceu o pensamento hipotético-dedutivo e desenvolveu o desejo de cursar um mestrado para aprofundar ainda mais seus conhecimentos e se tornar consultor ambiental.

“A realização profissional que mais me orgulha foi poder atuar em todas as regiões do Brasil, vivenciar todos os biomas, a diversidade de espécies e os desafios de conciliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade os recursos naturais. E, por fim, ter o prazer de fundar, junto com meus sócio, Pedro Bastos e Renato Gaiga, a Biotropica, uma empresa de consultoria ambiental que hoje atua em estudos de fauna, flora e educação em 16 estados do Brasil”, enfatiza. Seus sócios foram seus colegas na UNIFAL-MG.

“Fazer minha graduação na UNIFAL-MG me mostrou a importância de termos universidades públicas de qualidade, que ofereçam assistência estudantil para que estudantes de baixa renda, como foi meu caso. Quando falo da UNIFAL-MG, me refiro aos professores, colegas, técnicos, porteiros, guardas, equipe de serviços gerais, motoristas e bibliotecárias — todo esse ecossistema que, com seu trabalho, contribuiu para minha vivência acadêmica, tanto profissional quanto como de cidadão pensante”, ressalta.

Hoje, a Biotropica desenvolve projetos desafiadores, como o Monitoramento do Rodoanel de São Paulo – Trecho Norte, o Plano de Mitigação de Atropelamento de Fauna para cerca de 1.500 km de rodovias, além de diversos laudos de biodiversidade para bancos e certificações internacionais. “A Biotropica já atuou nas principais obras de infraestrutura do país”, pontua.

Para os estudantes prestes a se formar, Gregório Menezes recomenda que conversem com professores das áreas nas quais desejam atuar, aproveitem sua experiência e conhecimento para compreender melhor as diferentes possibilidades de carreira e busquem contato com egressos que seguiram para o mercado de trabalho dentro e fora da academia.

“Embora a maior parte da nossa vivência na Universidade aconteça com pessoas do meio acadêmico, é fundamental entender como o mercado de trabalho funciona e explorar as diversas opções fora da Universidade. Isso trará uma visão mais ampla e holística sobre as oportunidades e caminhos que vocês podem seguir, além de ajudar a construir uma rede de contatos que será essencial para a trajetória profissional”, destaca.

Quando questionado se faria algo diferente durante a graduação, ele responde que gostaria de ter participado do Projeto Rondon.

Ao final, Gregório Menezes deixa uma mensagem a comunidade acadêmica. “Aproveitem ao máximo cada momento dessa jornada! Esse é um período único de aprendizado, não só técnico, mas também de crescimento pessoal. Ao se dedicar aos estudos e projetos, lembrem-se de que a Universidade também é um espaço de troca de ideias, experiências e de construção de redes que serão essenciais para o futuro profissional de cada um. Sejam persistentes, curiosos e vivenciem todos os espaços!”, finaliza.

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