“Mas o mais importante foi ter aprendido a aprender. Isso é o que mais carrego da UNIFAL”, compartilha Clícia de Souza, egressa da UNIFAL-MG e Pesquisadora na ELGIN na matriz da Noruega

Atualizado em 02/03/2026 11:27

Uma mulher jovem adulta, de pele clara e cabelo castanho escuro na altura dos ombros, levemente ondulado e repartido de lado, sorri suavemente para a câmera. Ela veste uma blusa escura e um lenço marrom claro enrolado no pescoço. O fundo é neutro e claro, com as laterais da imagem levemente desfocadas.
A egressa da UNIFAL-MG Clícia Naldoni de Souza. (Foto: Arquivo Pessoal/Clícia Souza)

Curiosidade, dedicação e coragem são palavras que representam a trajetória inspiradora de Clícia Naldoni de Souza, bacharela em Ciência e Tecnologia (BICT), engenheira química e mestra em física pela UNIFAL-MG. Natural de Poços de Caldas, em 2009, Clícia iniciou a graduação no Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade e, em seguida, ingressou, de forma simultânea, no curso de Engenharia e no Mestrado da Instituição.

“A UNIFAL era na mesma cidade onde nasci e cresci. E eu sempre fui muito curiosa. Queria aprender tudo. O BICT me deu essa base ampla. Depois, fui indo conforme fui entendendo melhor o que me movia”, destaca a egressa que alça voos longos e leva o nome da UNIFAL-MG pelo mundo.

Entre as muitas atividades desenvolvidas ao longo de uma ampla e sólida formação, ela destaca o seu intercâmbio durante a graduação, pelo programa Ciência sem Fronteiras, em Berlim, na Alemanha. “Ir para a Alemanha foi um divisor de águas”, ressalta Clícia. 

Outro aspecto abordado pela engenheira foi o estreitamento de vínculos ao longo do curso, os quais ampliaram seus horizontes de possibilidades acadêmicas e profissionais. Segundo ela, as cartas de recomendação dos professores foram fundamentais para conseguir oportunidades no exterior e para a sua inserção no mercado de trabalho. Além disso, recorda dos felizes encontros com colegas, que deram origem a amizades para a vida toda. 

Após o término dos cursos na UNIFAL-MG, Clícia mudou-se para a Noruega. Para além da realização profissional, o intercâmbio a presenteou com um amor noerueguês, que hoje é seu esposo.  Atualmente, ela atua como engenheira de pesquisa e digitalização e desenvolve um trabalho pioneiro em uma plataforma nova de dados e inteligência artificial da Microsoft. Para ela, as habilidades essenciais para a sua profissão foram desenvolvidas durante o seu período pela universidade e permitiram que ela se posicionasse como destaque em seu segmento.

“A UNIFAL me deu a base que me permite hoje atuar de forma ampla em diferentes áreas. Tenho segurança para me adaptar, para aprender coisas novas, para navegar entre pessoas muito diferentes. Isso me dá liberdade e um sentimento de que estou no caminho certo”, enfatiza.

Um grupo de trabalhadores da indústria posa em frente a um prédio industrial com a placa “Vianode Industrial Pilot”. Eles usam capacetes brancos e roupas de segurança em cores chamativas, como verde-limão e laranja, com faixas refletivas. Todos aparecem pulando com os braços levantados, demonstrando entusiasmo. Ao fundo, há a fachada metálica do galpão, uma porta aberta e parte de um equipamento ou veículo industrial à esquerda.
Clícia e equipe em frente ao prédio da Vianode, na Noruega. (Foto: Arquivo Pessoal/Clícia Souza)

Com uma humildade que sensibiliza, a pesquisadora menciona os desafios presentes durante sua carreira e ressalta o quão importante é ser humilde, paciente e perseverante ao longo do caminho. “Comece de onde der. Vá para o laboratório, para o chão de fábrica, onde tiver abertura. Mostre vontade de aprender, peça ajuda e tenha coragem de continuar tentando”, diz.

À comunidade acadêmica, a profissional recomenda que nunca subestime o poder de formar alguém com gentileza, rigor e liberdade. “A universidade é uma ponte, não um fim. É o lugar onde a gente aprende a pensar, a sonhar, a imaginar futuros possíveis. Meu desejo é que a UNIFAL continue sendo esse espaço de transformação. Pessoal, profissional e também social”, finaliza.

Roberta Kelly Gomes dos Santos é estudante de Letras e estagiária da Dicom.

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