Pesquisa desenvolvida na UNIFAL-MG, coordenada pelo professor Luciano Aparecido de Almeida Junior, do curso de Odontologia, “Relevância da Ortopedia Funcional dos Maxilares na Formação Odontológica: Evidências, Lacunas Curriculares e Impacto Educacional”, recebeu 2º lugar no Congresso da 30ª Reunião da Academia Brasileira de Ortopedia Funcional dos Maxilares. O evento aconteceu entre os dias 26 e 29/08, no Hotel Blue Tree Premium, em São Luís/MA, Brasil.
O estudo teve origem em um projeto de pesquisa desenvolvido por discentes de graduação e pós-graduação da Faculdade de Odontologia da UNIFAL-MG, intitulado “Avaliação da Importância da Ortopedia Funcional dos Maxilares na Graduação do Curso de Odontologia no Brasil”. Esse projeto inicial foi idealizado a partir do interesse dos estudantes em compreender a relevância da Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM), especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) desde 2001.
Entre os integrantes da pesquisa estão a discente Geovanna Soares de Jesus, vinculada ao projeto por meio de Trabalho de Conclusão de Curso e Iniciação Científica; Isadora Stella Souza e Andrade, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas (PPGCO/UNIFAL-MG); Nallery Steysi Rostrán Jimenez, egressa do mesmo Programa; e o coordenador e orientador do grupo de pesquisa, Luciano de Almeida Junior.
O trabalho contou ainda com a colaboração das docentes e especialistas em OFM Márcia do Amaral Sampaio, Ana Paula Tortelli e Valéria Medau e do docente Marcelo Musca Polimeno, que contribuíram para a concepção do projeto, a realização de palestras e a coleta de dados.

Após sua conclusão, os resultados foram apresentados à 30ª Reunião Científica da ABOFM, principal entidade científica da área no Brasil, que reúne especialistas e pesquisadores de referência nacional. Como reconhecimento à relevância científica e ao impacto educacional do estudo, o trabalho foi agraciado com o 2º lugar na premiação de trabalhos científicos do evento.
O estudo objetiva avaliar a necessidade de inserção da Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) na grade curricular dos cursos de Odontologia do Brasil. O coordenador da pesquisa afirma que, embora a OFM tenha sido reconhecida como especialidade odontológica pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) desde 2001, sua inclusão como disciplina na formação de graduação ainda não é uma realidade na maioria das instituições de ensino superior.
“Nesse contexto, a pesquisa buscou conhecer a percepção de diferentes grupos da Odontologia — estudantes de graduação, cirurgiões-dentistas clínicos gerais e especialistas — sobre a importância da OFM na formação acadêmica e profissional. O estudo teve como propósito identificar o grau de conhecimento sobre a especialidade e verificar a opinião dos participantes quanto à relevância de sua inclusão na matriz curricular dos cursos de Odontologia”, salienta.
Segundo a coordenação do projeto, a iniciativa foi fundamental para compreender como diferentes segmentos da comunidade odontológica percebem a especialidade e sua contribuição para a prática clínica. Os resultados evidenciaram o interesse de estudantes e profissionais pelo tema, o que demostrou que a OFM possui potencial para complementar a formação acadêmica e fortalecer abordagens preventivas e interceptativas no cuidado à saúde bucal.
“Dessa forma, torna-se importante compreender o nível de conhecimento e a percepção da comunidade odontológica sobre a especialidade, contribuindo para discussões relacionadas ao aprimoramento da formação profissional”, enfatiza o docente.
Ele complementa que a realização desse projeto permitiu ampliar a discussão sobre a presença da Ortopedia Funcional dos Maxilares na formação odontológica brasileira, ao promover a reflexão crítica sobre a necessidade de atualização e diversificação dos conteúdos curriculares ofertados aos estudantes de Odontologia. O estudo ainda abordou uma temática pouco explorada na literatura nacional, gerando evidências que podem subsidiar futuras discussões acadêmicas, institucionais e profissionais.
“Para a comunidade acadêmica, a pesquisa contribui para o debate sobre a formação do cirurgião-dentista contemporâneo e a adequação dos currículos às demandas da sociedade. Para a população, os benefícios podem refletir-se na formação de profissionais mais capacitados para atuar precocemente nas alterações do crescimento e desenvolvimento craniofacial, favorecendo a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, finaliza o docente.














