Trabalhos de campo do Programa de Pós-Graduação em Geografia aproximam estudantes do Ensino Médio de experiências práticas em geografia, patrimônio e sustentabilidade

Atividades realizadas em Caldas e Poços de Caldas foram promovidas pelo projeto 'Alfenas na articulação Universidade-Escola'
Durante o trajeto, os estudantes foram incentivados a realizar anotações, registros fotográficos e questionamentos. (Foto: Arquivo/Coordenação)

O projeto de extensão Alfenas na articulação Universidade-Escola: em busca de uma educação transformadora, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeo) da UNIFAL-MG, com financiamento do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG) da CAPES,  promoveu atividades de campo com a participação dos estudantes das escolas públicas parceiras. As ações envolveram quatro viagens de trabalho de campo realizadas nos dias 30 de outubro e 7 de novembro, com alunos da Escola Estadual Padre José Grimminck, e nos dias 14 e 18 de novembro, com alunos da Escola Estadual Samuel Engel, às cidades de Caldas-MG e Poços de Caldas-MG.

Atividades envolveram visitas às áreas naturais, como as cachoeiras Véu das Noivas e Cascata das Antas. (Foto: Arquivo/Coordenação)

Ao todo, participaram cerca de 170 estudantes, que puderam aprofundar conhecimentos sobre geologia, solos, desenvolvimento urbano, patrimônio histórico-cultural, turismo e sustentabilidade, a partir da vivência direta no território. “A atividade foi idealizada com o propósito de aprofundar a compreensão do território por meio da vivência prática, fortalecendo o aprendizado crítico e investigativo, por meio da articulação das pesquisas realizadas no PPGeo com a extensão”, conta a professora Sandra de Castro de Azevedo, coordenadora do projeto.

Segundo a professora, o projeto integra ensino, pesquisa e extensão, e aproxima a Universidade da educação básica por meio de metodologias ativas. “O trabalho de campo é uma metodologia essencial para a Geografia, seja a acadêmica ou a escolar, pois articula teoria e prática, contribuindo para a construção de novas teorias”, destaca a docente.

Com os estudantes da Escola Estadual Padre José Grimminck, o roteiro incluiu visita à unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caldas, seguida de atividades no centro urbano de Poços de Caldas. Foram abordados temas como mineração, indústria nuclear, licenciamento ambiental, além do contexto histórico e geográfico das fontes sulfurosas, com passagens pela Praça Dom Pedro II, Thermas Antônio Carlos, Palace Casino, monumento aos Pracinhas, relógio e calendário floral, Cristo Redentor e outros pontos da cidade.

Já com os alunos da Escola Estadual Samuel Engel, as atividades se concentraram no centro histórico de Poços de Caldas, no Museu Histórico e Geográfico, nas fontes sulfurosas e em áreas naturais, como as cachoeiras Véu das Noivas e Cascata das Antas, oportunidade que ampliou as discussões sobre turismo, impactos ambientais e patrimônio regional.

De acordo com a coordenadora, o trabalho de campo foi conduzido por meio de observação direta, explanações dos docentes e de discentes do PPGeo e do curso de Geografia (Licenciatura e Bacharelado). “Foram promovidas discussões sobre geologia da caldeira vulcânica, características dos solos, mineração e licenciamento ambiental, bem como roteiros sobre desenvolvimento urbano, patrimônio histórico e turismo regional”, relata, informando que ao longo do trajeto os estudantes foram incentivados a realizar anotações, registros fotográficos e questionamentos.

Trabalhos de campo foram conduzidos por meio de observação direta, explanações dos docentes e de discentes do PPGeo e do curso de Geografia (Licenciatura e Bacharelado). (Fotos: Arquivo/Coordenação)

Para a estudante Maria Eduarda Nascimento Pereira, da Escola Estadual Samuel Engel, a experiência foi marcante por promover a possibilidade de valorização da história local e a região sul-mineira. “Pudemos conhecer a história de Poços de Caldas e região, seus lugares históricos e a questão geológica e as águas sulfurosas”, comenta.

A expectativa da equipe do projeto é que ações como essa contribuam para a valorização do patrimônio local, além de fortalecer o vínculo entre a UNIFAL-MG e as escolas públicas. (Foto: Arquivo/Coordenação)

Maria Eduarda Pereira conta que o grupo realizou a apresentação de uma pesquisa na UNIFAL-MG que também possibilitou interações com as outras turmas do segundo ano do ensino médio. “Foi uma experiência interessante para poder compreender como a Universidade articulada à escola pode levar a muitos lugares e quebrar o padrão de educação somente dentro de sala de aula”, compartilha.

A expectativa da equipe é que ações como essa contribuam para a valorização do patrimônio local, o fortalecimento da consciência ambiental e a formação cidadã, pautada em uma compreensão geográfica do mundo.

Como desdobramento da iniciativa, a expectativa da coordenação do projeto é ampliar e consolidar a aproximação entre a UNIFAL-MG e as escolas parceiras, além de promover a valorização do patrimônio local. “Espera-se como resultado, o fortalecimento do vínculo entre Universidade e escolas públicas, a valorização do patrimônio local e o desenvolvimento de consciência ambiental e cidadã pautada em uma leitura geográfica do mundo”, finaliza.

Além da coordenadora, participaram das atividades os integrantes do projeto: Henrique Gabriel Damasio – acadêmico do PPGeo, Felipe Gomes Rubira e Diogo Olivetti – docentes do PPGeo, Igor Liani Saraiva e Roberth Eduardo Carlos Rodrigues – discentes da graduação em Geografia Bacharelado, Ana Beatriz Dias Souza – discente do curso de Geografia Licenciatura, Adrielle Santana Flauzino – discente do curso de Pedagogia e Juliana Barbosa Nunes – pós-doutoranda.

A professora Sandra Azevedo (primeira à esquerda) e junto a outros integrantes do projeto. (Foto: Arquivo/Coordenação)

A organização e a realização das atividades contaram com a atuação conjunta de professores e gestores das escolas parceiras, envolvendo docentes das duas instituições participantes, além das direções escolares, que tiveram papel central no planejamento da ação. “Pela Escola Estadual Padre José Grimminck, participaram os professores Luís Fernando Borges Silva, Ana Carolina de Abreu Machado e Mirelly Fernandes Moreira Santos. Já pela Escola Estadual Samuel Engel, estiveram envolvidos a professora Kelen Reis Araujo de Carvalho, a professora Julia Rani Marques Bifaroni e o professor Danilo Ravasio de Freitas Branco”, cita a coordenadora.

Sandra Azevedo acrescenta: “O diretor Renato Félix dos Santos, da Escola Estadual Padre José Grimminck, e a diretora Alice Carolina R. A. Barros, da Escola Estadual Samuel Engel, foram essenciais no planejamento da ação, assim como o apoio da equipe técnica das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e da Citur de Poços de Caldas, que permitiu a entrada gratuita nos pontos turísticos da cidade.”

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