“Os professores exerceram seu trabalho com muito amor, carinho, comprometimento, empatia e acolhimento com os estudantes. São profissionais que fizeram diferença na minha formação. Sou grata por ter convivido e aprendido com eles”, declara Maria Elisa Diniz Bucci, egressa da UNIFAL-MG

Maria Elisa Bucci durante apresentação de trabalho no XIII SEMEAR, na UNIFEI, em 2018 (fotos: arquivo pessoal).
Foto do encerramento do curso, em 2018.

A editoria UNIFAL-MG pelo Mundo traz hoje a história da egressa dos cursos de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT) e Engenharia Ambiental, Maria Elisa Diniz Bucci. Ela concluiu o BICT em 2016 e a graduação em Engenharia Ambiental em 2019. Hoje, atua como agente de desenvolvimento social na FGV Projetos e é doutoranda em Demografia pela UFMG. A engenheira ambiental também é mestra em Ciências em Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela UNIFEI.

A egressa conta que já tinha um vínculo afetivo com o município de Poços de Caldas/MG, onde está localizado o campus da UNIFAL-MG em que cursou a graduação, além de a cidade ser próxima à residência de sua família. “O modelo de graduação, onde eu escolhia posteriormente qual engenharia cursaria, também contribuiu nessa decisão”, afirma.

Maria Elisa Bucci diz que uma das experiências mais marcantes de sua graduação foi participar de um intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras. A experiência permitiu aprender um novo idioma, conhecer outra cultura e “pensar fora da caixinha”. “Foi uma oportunidade que dificilmente teria vivido sem o apoio oferecido pela UNIFAL-MG”, pontua. Outro momento de muita felicidade em sua formação, foi a publicação do artigo desenvolvido a partir de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que representou uma grande realização pessoal e acadêmica e enfatizou, para ela, sua capacidade de ser referência em alguma área.

Maria Elisa Bucci durante apresentação de seu TCC, em 2018.

Ao longo de sua trajetória acadêmica, participou de projetos de extensão, de pesquisa e de monitoramentos. Trabalhou com população em situação de rua, com mulheres, mães, comunidades, pessoas que faziam o uso abusivo de substâncias, gestores e representantes da sociedade civil, por exemplo. “No entanto, o meu projeto e meu foco principal sempre será meu trabalho com aqueles que vivem nas (e das) ruas. Tenho buscado construir uma tese que sirva de base para a elaboração de políticas públicas mais eficazes e que traga luz aqueles que são excluídos e esquecidos pela sociedade”, declara.

A egressa apresenta trabalho no Congresso Nacional de Meio Ambiente, em 2018.

Participou também de palestras, congressos nacionais e internacionais e transmitiu seu conhecimento para aqueles interessados em um mundo que traz tantas dúvidas e incertezas, como menciona. Ela conta que possui artigos a serem submetidos e divulgados. Pretende escrever um livro sobre tudo que passo e passou. “Costumo dizer que todo mundo tem uma opinião específica sobre a pobreza ou sobre aquele que está em situação de rua, mas pouquíssimos sabem, de fato, o que realmente acontece nas ruas. Julgamentos e visões tortas, que estou tentando desconstruir com o meu trabalho. E, para mim, isto basta”, frisa.

O fato de ter feito um curso de exatas, por incrível que pareça, contribuiu muito para a minha entrada no campo social. Pode não parecer, mas utilizamos muitos cálculos nas ciências sociais aplicadas. Além disso, a experiência em softwares de geoprocessamento contribuiu significativamente para a construção de mapas incríveis presentes na minha tese”, salienta.

A profissional narra que a transição de sua vida acadêmica para a profissional não foi fácil, pois, durante muito tempo, as oportunidades que surgiram estiveram ligadas unicamente ao meio acadêmico. Foi apenas em 2024 que retornou de forma mais direta ao mercado de trabalho. “Apesar desses obstáculos, sinto muito orgulho de tudo o que conquistei ao longo desse caminho” evidencia.

A egressa menciona que sua orientadora de TCC, Luciana Botezelli, teve um papel fundamental nesse processo, pois acreditou em seu potencial, a incentivou, aumentou sua autoestima, cuidou dela e a ajudou a enxergar potencialidades que ela mesma ainda não reconhecia. “Hoje, sinto que encontrei meu lugar e que estou mais próxima daquilo que sempre sonhei: desenvolver um trabalho com propósito e fazer a diferença na vida das pessoas”, ressalta. Ela destaca outros professores que foram importantes nessa trajetória profissional: Diego de Souza Sardinha, Flávio Aparecido Gonçalves, Marcelo Ribeiro Barison e Antônio Donizetti Gonçalves de Souza.

Palestra sobre população em situação de rua ministrada por Maria Elisa Bucci no campus da UEMG, em Poços de Caldas, em 2024.

Hoje, a profissional afirma que constrói uma trajetória sólida e com potencial para se tornar uma referência em sua área e diz que daqui alguns meses defende sua tese de doutorado. “Trabalhar com a população em situação de rua é extremamente desafiador, mas também um tanto quanto significativo. Por isso, apresentar pesquisas em eventos nacionais e internacionais, ser ouvida, receber perguntas e perceber o interesse das pessoas pelo tema foram experiências que me trouxeram grande realização pessoal e profissional. Acredito que esse trabalho pode contribuir, no futuro, para a construção de políticas públicas mais adequadas à realidade dessa população”, realça.

“O profissional de engenharia ambiental não é apenas voltado para projetar sistemas de tratamento de água ou esgoto ou drenagem, mas também para atuar diretamente com o planejamento urbano e ambiental e com a saúde coletiva”, declara.

Se pudesse voltar no tempo, Maria Elisa Bucci sairia mais com seus amigos durante a graduação. Aproveitaria mais momentos de descontração e afeto com eles. Ela deixa algumas palavras para quem ainda é estudante de graduação: “Procure aproveitar todos os momentos com aqueles amigos que estão do seu lado. Esse é um tempo que não volta. Abra sua mente sobre as diversas possibilidades de seu curso, faça o que você ama e não tenha medo de seguir seus sonhos. Procure por orientadores dedicados e alinhados com seus interesses de pesquisa”, salienta.

Tarsila, gata adotada por Maria Elisa Bucci na UNIFAL-MG, em 2018.

A egressa finaliza com uma mensagem de carinho para todos da Universidade, seja qual for o campus – Alfenas, Poços de Caldas ou Varginha -, para que sempre cuidem dos animais que ali estão, como gatos e cachorros, pois acredita que eles precisam da ajuda da comunidade acadêmica.

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