
O Laboratório de Antropologia Física e Forense (LAFF), vinculado ao Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UNIFAL-MG, recebeu o Prêmio de Qualidade Nacional de Laboratórios de Antropologia Forense, concedido pela Associação Brasileira de Antropologia Forense (ABRAF), durante o 7º Congresso Nacional de Antropologia Forense (CONAF), realizado entre os dias 18 e 22/08, em Aracajú/SE,. A premiação e a participação no Congresso destacam a atuação do LAFF nas áreas de ensino, pesquisa e desenvolvimento científico, além de ampliar a presença da Universidade no cenário nacional da Antropologia Forense e dar visibilidade à produção científica desenvolvida na Universidade.
O Prêmio reconhece os laboratórios que alcançaram as melhores classificações nas categorias, Laboratórios de Antropologia Forense vinculados à Perícia Oficial e Laboratórios de Antropologia Forense de Instituições de Ensino Superior. O edital foi lançado em janeiro deste ano. A avaliação considerou eixos fundamentais para a prática forense contemporânea, como governança e gestão; qualificação da equipe técnica; produção científica e capacitação continuada; infraestrutura e inovação; cadeia de custódia; e atuação na busca e identificação de pessoas desaparecidas.
Para a professora Alessandra Esteves, coordenadora do LAFF, receber esse reconhecimento da ABRAF é uma grande satisfação e, principalmente, uma confirmação de que o trabalho desenvolvido no LAFF tem relevância e qualidade. “É resultado de um trabalho coletivo, que envolve docentes, estudantes, pesquisadores, colaboradores terceirizados e todos aqueles que contribuem diariamente para o crescimento do Laboratório. Para nós, também é muito importante mostrar que um Laboratório localizado no Sul de Minas pode desenvolver pesquisa, ensino e ações de referência na área de Antropologia Forense, contribuindo para a formação de profissionais e para o fortalecimento da ciência na nossa região”, enfatiza.
De acordo com a ABRAF, a premiação objetiva valorizar instituições comprometidas com a excelência técnica, científica, gerencial e ética, além de incentivar o aprimoramento contínuo das atividades desenvolvidas nos laboratórios de Antropologia Forense do país. O Prêmio também busca dar visibilidade nacional às boas práticas laboratoriais, fortalecer a padronização técnica e reafirmar o compromisso da Antropologia Forense com a justiça, os direitos humanos e a qualidade pericial.
O professor Wagner Costa Rossi Junior, coordenador do LAFF, também ressalta a importância do Prêmio como reconhecimento da trajetória construída pelo laboratório e de seu potencial de atuação regional. “Este Prêmio representa um reconhecimento muito importante para o LAFF e para a UNIFAL-MG. Ele demonstra que, mesmo estando fora dos grandes centros tradicionalmente associados à Antropologia Forense, conseguimos construir um Laboratório com capacidade de produzir conhecimento, formar estudantes e estabelecer conexões com diferentes instituições. Esse reconhecimento fortalece o nosso compromisso de continuar ampliando as atividades do Laboratório e de contribuir cada vez mais para o desenvolvimento da Antropologia Forense no Sul de Minas e em outras regiões do país”, salienta
O LAFF foi criado em 2020 com o objetivo de dar suporte aos docentes do ICB da Universidade em suas atividades de pesquisa e ensino que atuam na área. O Laboratório atua principalmente na realização de atividades de estágio por discentes de graduação e realização de pesquisas de Trabalho de Conclusão de Curso e Iniciação Científica na área de Antropologia Física e Forense.
O Laboratório pretende, desde que requisitado pelas Autoridades Periciais, prestar assessoria aos Postos Médico-Legais (PML) e Institutos Médicos Legais (IMLs) com a elaboração de pareceres técnicos auxiliando nos exames antropológicos forenses da identificação humana de remanescentes ósseos, partes de cadáveres mutilados, carbonizados, ao complementar dados relativos ao perfil biológico e características individualizantes de vítimas, necessários para uma melhor inserção de informações de indivíduos desaparecidos e/ou desconhecidos.
Destaque na produção científica desenvolvida pela UNIFAL-MG na área de Antropologia Forense
O Congresso Nacional de Antropologia Forense reuniu peritos criminais, pesquisadores, docentes, profissionais da área jurídica e estudantes de diferentes regiões do país para discutir avanços, desafios e perspectivas da Antropologia Forense. O Congresso contou com uma programação diversificada, que incluiu palestras, apresentações de trabalhos científicos e minicursos voltados à formação e ao aperfeiçoamento de profissionais e pesquisadores da área.

Durante o evento, a professora Alessandra Esteves participou dos minicursos “Perícias em local de encontro de remanescentes humanos antropológicos” e “Da captação óssea à consolidação de acervos: passos para a criação de Coleções Osteológicas Científicas”.
Participaram do Congresso também as discentes Ana Clara De Nigris Rossi, do curso de Odontologia, e Laura Viana Miraglia, do curso de Biomedicina. A professora Alessandra Esteves, afirma que a presença de estudantes de diferentes cursos da UNIFAL-MG evidencia o caráter interdisciplinar do Laboratório, que integra conhecimentos de diversas áreas.

Segundo Ana Clara Rossi, participar do VII CONAF foi uma experiência marcante em sua trajetória acadêmica na UNIFAL-MG. “Tive a oportunidade de apresentar meu trabalho sobre a Aplicabilidade da Craniometria de Seios Maxilares como Método Antropológico Forense para Estimativa de Sexo Biológico. Mais do que compartilhar minha pesquisa com a comunidade científica, o congresso foi um espaço rico para troca de conhecimentos, novas conexões e muito aprendizado. Ver a antropologia forense ganhando destaque e poder contribuir para a área é motivador. Agradeço aos meus professores, colegas do Laboratório de Antropologia Física e Forense (LAFF) e à UNIFAL por tornarem essa conquista possível”, declara.

Enquanto que, para Laura Viana, participar do 7º CONAF foi uma experiência extremamente significativa. “Apresentar meu trabalho e acompanhar algumas das pesquisas que estão sendo desenvolvidas hoje no Brasil me deu uma dimensão muito mais prática da Antropologia Forense. O grande diferencial da experiência foi a troca de conhecimentos e o contato direto com os participantes. Conversar com profissionais e pesquisadores que vivenciam a rotina nessa área foi muito relevante para refletir sobre, seus desafios e suas possibilidades. Esse tipo de diálogo expande a visão acadêmica tradicional e mostra o impacto real do que estudamos. Volto para a Universidade com a certeza de que essa vivência agregou muito à minha formação”, relata.
Para os coordenadores, o reconhecimento recebido durante o Congresso representa não apenas uma conquista institucional, mas também um estímulo para a continuidade de projetos voltados à formação de recursos humanos, à pesquisa científica e ao fortalecimento da Antropologia Forense como área de conhecimento.














