LAFF da UNIFAL-MG recebe Prêmio de Qualidade Nacional de Laboratórios de Antropologia Forense durante o 7º Congresso Nacional de Antropologia Forense

Reconhecimento foi concedido pela ABRAF durante o evento realizado em Aracaju/SE

Atualizado em 08/09/2026 08:18

Fotomontagem com registros do recebimento do Prêmio de Qualidade Nacional de Laboratórios de Antropologia Forense, durante o 7º Congresso Nacional de Antropologia Forense (fotos: arquivo pessoal).
Professora Alessandra Esteves, no momento da entrega do Prêmio de Qualidade Nacional de Laboratórios de Antropologia Forense, durante o 7º CONAF.

O Laboratório de Antropologia Física e Forense (LAFF), vinculado ao Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UNIFAL-MG, recebeu o Prêmio de Qualidade Nacional de Laboratórios de Antropologia Forense, concedido pela Associação Brasileira de Antropologia Forense (ABRAF), durante o 7º Congresso Nacional de Antropologia Forense (CONAF), realizado entre os dias 18 e 22/08, em Aracajú/SE,. A premiação e a participação no Congresso destacam a atuação do LAFF nas áreas de ensino, pesquisa e desenvolvimento científico, além de ampliar a presença da Universidade no cenário nacional da Antropologia Forense e dar visibilidade à produção científica desenvolvida na Universidade.

O Prêmio reconhece os laboratórios que alcançaram as melhores classificações nas categorias, Laboratórios de Antropologia Forense vinculados à Perícia Oficial e Laboratórios de Antropologia Forense de Instituições de Ensino Superior. O edital foi lançado em janeiro deste ano. A avaliação considerou eixos fundamentais para a prática forense contemporânea, como governança e gestão; qualificação da equipe técnica; produção científica e capacitação continuada; infraestrutura e inovação; cadeia de custódia; e atuação na busca e identificação de pessoas desaparecidas.

Para a professora Alessandra Esteves, coordenadora do LAFF, receber esse reconhecimento da ABRAF é uma grande satisfação e, principalmente, uma confirmação de que o trabalho desenvolvido no LAFF tem relevância e qualidade. “É resultado de um trabalho coletivo, que envolve docentes, estudantes, pesquisadores, colaboradores terceirizados e todos aqueles que contribuem diariamente para o crescimento do Laboratório. Para nós, também é muito importante mostrar que um Laboratório localizado no Sul de Minas pode desenvolver pesquisa, ensino e ações de referência na área de Antropologia Forense, contribuindo para a formação de profissionais e para o fortalecimento da ciência na nossa região”, enfatiza.

De acordo com a ABRAF, a premiação objetiva valorizar instituições comprometidas com a excelência técnica, científica, gerencial e ética, além de incentivar o aprimoramento contínuo das atividades desenvolvidas nos laboratórios de Antropologia Forense do país. O Prêmio também busca dar visibilidade nacional às boas práticas laboratoriais, fortalecer a padronização técnica e reafirmar o compromisso da Antropologia Forense com a justiça, os direitos humanos e a qualidade pericial.

O professor Wagner Costa Rossi Junior, coordenador do LAFF, também ressalta a importância do Prêmio como reconhecimento da trajetória construída pelo laboratório e de seu potencial de atuação regional. “Este Prêmio representa um reconhecimento muito importante para o LAFF e para a UNIFAL-MG. Ele demonstra que, mesmo estando fora dos grandes centros tradicionalmente associados à Antropologia Forense, conseguimos construir um Laboratório com capacidade de produzir conhecimento, formar estudantes e estabelecer conexões com diferentes instituições. Esse reconhecimento fortalece o nosso compromisso de continuar ampliando as atividades do Laboratório e de contribuir cada vez mais para o desenvolvimento da Antropologia Forense no Sul de Minas e em outras regiões do país”, salienta

O LAFF foi criado em 2020 com o objetivo de dar suporte aos docentes do ICB da Universidade em suas atividades de pesquisa e ensino que atuam na área. O Laboratório atua principalmente na realização de atividades de estágio por discentes de graduação e realização de pesquisas de Trabalho de Conclusão de Curso e Iniciação Científica na área de Antropologia Física e Forense.

O Laboratório pretende, desde que requisitado pelas Autoridades Periciais, prestar assessoria aos Postos Médico-Legais (PML) e Institutos Médicos Legais (IMLs) com a elaboração de pareceres técnicos auxiliando nos exames antropológicos forenses da identificação humana de remanescentes ósseos, partes de cadáveres mutilados, carbonizados, ao complementar dados relativos ao perfil biológico e características individualizantes de vítimas, necessários para uma melhor inserção de informações de indivíduos desaparecidos e/ou desconhecidos.

Destaque na produção científica desenvolvida pela UNIFAL-MG na área de Antropologia Forense

O Congresso Nacional de Antropologia Forense reuniu peritos criminais, pesquisadores, docentes, profissionais da área jurídica e estudantes de diferentes regiões do país para discutir avanços, desafios e perspectivas da Antropologia Forense. O Congresso contou com uma programação diversificada, que incluiu palestras, apresentações de trabalhos científicos e minicursos voltados à formação e ao aperfeiçoamento de profissionais e pesquisadores da área.

No evento, Alessandra Esteves participou do minicurso “Perícias em local de encontro de remanescentes humanos antropológicos”.

Durante o evento, a professora Alessandra Esteves participou dos minicursos “Perícias em local de encontro de remanescentes humanos antropológicos” e “Da captação óssea à consolidação de acervos: passos para a criação de Coleções Osteológicas Científicas”.

Participaram do Congresso também as discentes Ana Clara De Nigris Rossi, do curso de Odontologia, e Laura Viana Miraglia, do curso de Biomedicina. A professora Alessandra Esteves, afirma que a presença de estudantes de diferentes cursos da UNIFAL-MG evidencia o caráter interdisciplinar do Laboratório, que integra conhecimentos de diversas áreas.

Ana Clara De Nigris Rossi, estudante do curso de Odontologia, durante participação no 7º CONAF.

Segundo Ana Clara Rossi, participar do VII CONAF foi uma experiência marcante em sua trajetória acadêmica na UNIFAL-MG. “Tive a oportunidade de apresentar meu trabalho sobre a Aplicabilidade da Craniometria de Seios Maxilares como Método Antropológico Forense para Estimativa de Sexo Biológico. Mais do que compartilhar minha pesquisa com a comunidade científica, o congresso foi um espaço rico para troca de conhecimentos, novas conexões e muito aprendizado. Ver a antropologia forense ganhando destaque e poder contribuir para a área é motivador. Agradeço aos meus professores, colegas do Laboratório de Antropologia Física e Forense (LAFF) e à UNIFAL por tornarem essa conquista possível”, declara.

Laura Viana Miraglia, estudante do curso de Biomedicina da UNIFAL-MG, participa do 7º CONAF.

Enquanto que, para Laura Viana, participar do 7º CONAF foi uma experiência extremamente significativa. “Apresentar meu trabalho e acompanhar algumas das pesquisas que estão sendo desenvolvidas hoje no Brasil me deu uma dimensão muito mais prática da Antropologia Forense. O grande diferencial da experiência foi a troca de conhecimentos e o contato direto com os participantes. Conversar com profissionais e pesquisadores que vivenciam a rotina nessa área foi muito relevante para refletir sobre, seus desafios e suas possibilidades. Esse tipo de diálogo expande a visão acadêmica tradicional e mostra o impacto real do que estudamos. Volto para a Universidade com a certeza de que essa vivência agregou muito à minha formação”, relata.

Para os coordenadores, o reconhecimento recebido durante o Congresso representa não apenas uma conquista institucional, mas também um estímulo para a continuidade de projetos voltados à formação de recursos humanos, à pesquisa científica e ao fortalecimento da Antropologia Forense como área de conhecimento.

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