
A editoria “UNIFAL-MG pelo Mundo” apresenta as experiências e vivências de Eduardo José Pereira Oliveira. Egresso da UNIFAL-MG, ele graduou-se em Odontologia em 2013, concluiu o mestrado em Ciências Odontológicas em 2015 e finalizou a Residência Multiprofissional em Saúde da Família em 2016. Além das formações pela Universidade, Eduardo Oliveira é doutor em Saúde Coletiva, na área de Epidemiologia, pelo IRR/FIOCRUZ, e especialista em Gestão de Redes de Atenção à Saúde pela ENSP/FRIOCRUZ.
“Minha experiência na UNIFAL-MG foi extremamente positiva na graduação, tanto é que permaneci na Instituição para os cursos de pós-graduação”, afirma. Hoje, o profissional é professor da Faculdade de Odontologia da UNIFAL-MG nas áreas de Epidemiologia da Saúde Bucal, Políticas Públicas de Saúde, Ergonomia e Biossegurança.
Ele afirma que escolheu a Universidade pela sua qualidade e, complementarmente, por sua localização, uma vez que seus campi estão próximos a sua cidade natal, Campos Gerais/MG. “Acredito que este fator reforça a importância da inserção regional da Instituição”, complementa.

O egresso ressalta sua atuação em organização de eventos científicos e atividades de ensino e extensão, principalmente junto ao Programa de Educação Tutorial (PET-Odontologia), como experiências importantes de sua graduação. “Acredito que alguns momentos, como aqueles vivenciados nas Feiras de Saúde, realizadas em municípios de pequeno porte e áreas rurais, e a integração da arte e cultura com as atividades acadêmicas experimentadas em projetos de extensão, reúnem minhas melhores lembranças desse tempo”, evidencia.
O graduado destaca alguns projetos dos quais fez parte durante sua trajetória na UNIFAL-MG: “Heróis da Saúde Bucal”, que promovia, por meio de ferramentas lúdicas e interativas, ações de educação em saúde a crianças em idade escolar, ao utilizar a figura do herói como uma importante ferramenta; “Lorde Favo”, que também, de maneira lúdica, apresentava peças de teatro interativas a crianças de escolas públicas em vulnerabilidade social, com o intuito de resgatar elementos do folclore infantil brasileiro; o “Projeto Flauta Mágica”, que ensinava fundamentos básicos de instrumentos musicais e canto também a estudantes em vulnerabilidade social; e o “Madrigal Renascentista da UNIFAL-MG”, no qual teve o prazer de compor a primeira equipe de cantores.

Eduardo Oliveira também realça a linha de pesquisa de Epidemiologia do Envelhecimento, na qual trabalha, sobretudo, com os impactos negativos das condições de saúde bucal e dos níveis de acesso aos serviços odontológicos sobre condições gerais de saúde, funcionalidade e cognição entre idosos. No momento, ele atua com estudantes de graduação e pós-graduação no campo de coleta de dados de Alfena/MG do estudo “Integrated Care for older people” (ICOPE Brasil).
O profissional acredita que os primeiros anos de formado são mais difíceis para a maioria dos cirurgiões dentistas. “Escalei nesse período uma transição que conciliava atividades clínicas em consultório odontológico privado com o mestrado em Ciências Odontológicas”, aponta. Ele conta que, posteriormente, se afastou das atividades clínicas na iniciativa privada para focar na atenção e gestão da saúde bucal no ambiente público, por meio da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e, depois, com uma curta experiência na Estratégia Saúde da Família em área rural do município de Alfenas/MG.
“Por fim, vivenciei um período de quatro anos atuando na Gestão do SUS em um cargo de Especialista em Políticas e Gestão da Saúde na Superintendência Regional de Saúde de Alfenas – divisão da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais”, acrescenta.
Quando iniciou sua trajetória profissional, ele se orgulha das aprovações em concursos públicos. Antes de tudo, o próprio concurso para professor efetivo da UNIFAL-MG, além da aprovação para o concurso referente o seu emprego anterior, no cargo de Especialista em Políticas e Gestão da Saúde, na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Como pesquisador, ele aborda os estudos desenvolvidos especialmente durante seu doutorado no IRR/FIOCRUZ, onde pode publicar alguns artigos que evidenciam os impactos negativos das condições de saúde bucal sobre condições gerais de saúde, expectativa de vida saudável e mortalidade por todas as causas entre idosos brasileiros, com base em dados do estudo “Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento” (SABE).
“Tudo isso se soma e se aplica nas disciplinas que ministro na graduação e pós-graduação, na orientação de alunos de iniciação científica, mestrado e Residência em Saúde da Família; no planejamento e análise de dados, nas pesquisas que venho trabalhando e nas ações de extensão que exigem articulação entre diferentes atores dos setores Saúde e Educação”, enfatiza.
Eduardo Oliveira deixa uma mensagem para aqueles que ainda estão na Universidade, que possam vivenciar em plenitude a experiência da graduação e aproveitar ao máximo todas as oportunidades que a Instituição propicia, desde as atividades de ensino, disciplinas optativas, eletivas, até mesmo de outros cursos que, a princípio, possam parecer distantes à sua área de formação.
Ele acrescenta que aproveitem a rede de estudo, trabalho e contatos que os municípios sede dos campi fornecem para estágios, empregos, bem como as diversas oportunidades de engajamento em projetos extensão, ligas acadêmicas, grupos PET, iniciação científica, etc. “E, por fim, é claro, que aproveitem as atividades artísticas e culturais nos espaços de entretenimento, mantendo um percurso acadêmico equilibrado, saudável, produtivo e formador, não só do ponto de vista técnico e científico, mas, também, na vertente cidadã e humanística – que é papel da Universidade também, sobretudo da universidade pública”, afirma.

O egresso diz que, como ex-aluno de escola pública desde os estágios iniciais da alfabetização até a pós-graduação, e, agora, como docente de uma instituição pública, gostaria de chamar a atenção para a importância que a universidade pública possui neste país, que vai para muito além da formação de profissionais de excelência para o mercado de trabalho.
“Na universidade pública brasileira, mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas com orçamentos reduzidos, sobrecarga de atividades, falta de estrutura e incentivo em algumas áreas e desvalorização perante a alguns setores da sociedade, produzimos ciência que impacta positivamente a vida dos brasileiros, integramo-nos à vida da comunidade com o intuito de produzir melhorias, produzimos conhecimento e pensamento crítico que se afasta da superficialidade rasa que teima a marcar nosso tempo e formamos pessoas, cidadãos, não só mais preparados para o mercado de trabalho, mas prontos para construir uma sociedade melhor para todos”, finaliza.














