“A UNIFAL-MG sempre incentivou seus alunos a sonharem grande e a acreditarem no próprio potencial”, afirma Andressa Vasques de Oliveira, egressa de Química que trabalha em multinacional na Irlanda

Atualizado em 10/09/2026 08:45

Andressa Vasques de Oliveira, em seu atual trabalho na Irlanda, em 2025, durante evento sobre diversidade e inclusão (fotos: arquivo pessoal).

A editoria UNIFAL-MG pelo Mundo apresenta hoje a história de Andressa Vasques de Oliveira, egressa do curso de Química (Licenciatura) e do mestrado em Química Analítica, concluído em 2017. A profissional vive na Irlanda e trabalha na empresa biofarmacêutica Regeneron, na área de Controle de Qualidade.

A egressa em aula de laboratório de Química Orgânica, em 2009.

Seu interesse pela Química começou ainda no ensino médio, o que a levou a escolher essa área para sua formação acadêmica. “A UNIFAL-MG era a universidade federal mais próxima da casa dos meus pais e, por isso, foi a minha primeira escolha”, afirma.

Ela conta que teve dificuldade para se ambientar na Universidade, pois era a única da turma que havia vindo de escola pública e nunca havia feito cursinho preparatório para o vestibular. “Tive ótimos professores que sempre me incentivaram a buscar mais e a ir além”, declara.

Andressa de Oliveira relata que fez o mestrado por causa de um professor que sempre dizia que ela deveria tentar, pois nunca se arrependeria dessa conquista. “Ele estava certo: concluir o mestrado foi uma das melhores decisões da minha vida acadêmica”, salienta.

No mestrado, ela relata a sorte de ter contado com um excelente orientador, que acreditou nela desde o começo e sempre a guiou nos momentos mais importantes de sua formação. Após a conclusão do mestrado, como as oportunidades de trabalho em sua área estavam nos grandes centros, a profissional decidiu realizar um intercâmbio para aprender inglês, com a intenção de voltar ao Brasil mais capacitada e com melhores perspectivas profissionais. “Esse apoio foi fundamental para que eu tivesse coragem de sair da minha zona de conforto, assumir riscos e buscar oportunidades profissionais fora do Brasil”, pontua.

A egressa enfatiza que, apesar dos desafios, viveu momentos inesquecíveis na Universidade. Ela afirma que um dos mais especiais foi quando recebeu a nota da última disciplina e finalmente entendeu que havia concluído a graduação. “A sensação foi indescritível. Fui a primeira pessoa, em ambos os lados da minha família, a obter um diploma universitário, e esse é um orgulho que carrego até hoje”, ressalta.

Em sua atual ocupação, ela se orgulha de ter se tornado líder de uma equipe em outro país. “Trabalhar e se comunicar em outra língua, sempre será motivo de orgulho para mim. A Andressa que começou a graduação em 2008, insegura e sem uma base sólida em muitos conceitos de Química, certamente teria muito orgulho da trajetória que construí ao longo desses anos”, evidencia.

Andressa de Oliveira em atividade de Química no laboratório da UNIFAL-MG.

A graduada diz que aprendeu muito durante a graduação, tanto conhecimentos técnicos, fundamentais para a profissão, quanto lições que a ajudaram a se tornar uma pessoa melhor. A química afirma que aplica, em seu trabalho, os conceitos de estequiometria aprendidos na UNIFAL-MG. “Tenho plena capacidade de realizar cálculos mesmo sem me lembrar das fórmulas, utilizando apenas o raciocínio lógico”, declara.

No entanto, ela complementa que, mais importante do que qualquer conceito técnico específico, foi a forma de pensar que a Universidade lhe ensinou. A egressa aprendeu a

questionar, a investigar e a não aceitar algo como correto apenas porque alguém disse que era. “Levo comigo essa capacidade de análise crítica, que considero uma das maiores contribuições da minha formação para a minha vida profissional e pessoal”, realça.

“Sem a minha graduação e o meu mestrado, eu provavelmente não teria conseguido dar os primeiros passos da minha carreira profissional em outro país. O mestrado foi um importante diferencial no meu currículo, já que a grande maioria dos outros candidatos não possuía a mesma qualificação acadêmica”, destaca.

Se pudesse voltar no tempo, a graduada teria vivido a Universidade de forma mais intensa, participado de mais projetos de pesquisa e extensão e aproveitado melhor as oportunidades que estavam disponíveis. “Guardo com muito carinho as lembranças desse período, que foi essencial para o meu crescimento pessoal e profissional”, afirma.

Andressa de Oliveira pensa que o melhor conselho que pode dar a quem está na Universidade é acreditar em si mesmo e em seu potencial. “Sei que isso pode soar clichê, mas levei muito tempo para entender que nós precisamos ser os primeiros a acreditar em nossa capacidade para que outras pessoas também possam enxergar esse potencial e compartilhar dessa mesma visão”, evidencia.

Ela complementa com a reflexão de que, muitas vezes, somos nossos maiores críticos, o que limita aquilo que podemos alcançar. “Quando comecei a graduação, jamais imaginaria que um dia viveria em outro país, falaria outra língua diariamente e lideraria uma equipe. Tudo isso só aconteceu porque, em algum momento, decidi confiar mais na minha capacidade e me permitir tentar. Nem sempre é fácil, mas acreditar em si mesmo é o primeiro passo para transformar sonhos em realidade”, reforça.

Andressa de Oliveira finaliza a mensagem falando sobre sonhos. Ela gosta de lembrar que todos têm capacidade para sonhar. “Eu não fui uma aluna de destaque durante a graduação, peguei DP em varias disciplinas e, muitas vezes, me comparava aos meus colegas de classe que tinham um excelente desempenho acadêmico. Naquela época, eu acreditava que era muito menos capaz do que eles”, relata.

Segundo ela, o desempenho acadêmico em determinado momento da vida não define o futuro. A egressa afirma que hoje vive na Europa, trabalha em uma grande multinacional e já teve a oportunidade de conhecer mais de 15 países. Para ela, essas conquistas representam muito e são a prova de que, com perseverança, dedicação e confiança em si mesmo, é possível chegar muito mais longe do que se imagina.

“Olhando para trás, vejo que todo o esforço dedicado aos estudos valeu a pena. A formação que recebi abriu portas, ampliou minhas oportunidades e teve um papel fundamental na trajetória que me trouxe até aqui”, ressalta.

“Nunca deixem de acreditar no futuro de vocês. Sonhem grande, confiem no seu potencial e sigam em frente, mesmo quando o caminho parecer difícil. Muitas vezes, somos capazes de realizar coisas que nem nós mesmos acreditávamos serem possíveis”, conclui.

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