No dia 25/06, a UNIFAL-MG participou do 5º Festival Casa Sueli Carneiro – 2026. Com o tema “Em legítima” defesa”, o evento foi realizado no campus Sede e organizado pela Casa Sueli Carneiro, com apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo. A atividade buscou celebrar os 76 anos de vida de Sueli Carneiro, apresentar a biografia da intelectual, expor as lutas do movimento negro, das mulheres e das mulheres negras no Brasil, e propiciar a educação antirracista, feminista e em direitos humanos a partir da biografia de Sueli Carneiro, com destaque para sua vida, suas lutas, sua produção intelectual e seu legado.

Foram realizadas duas oficinas intituladas Sueli Carneiro, uma no período da manhã, às 7h30, e outra no período da tarde, às 13h30. As atividades foram ministradas pela professora Ana Lúcia da Silva, coordenadora do projeto de extensão “Consciência Negra o Ano Todo, de Janeiro a Janeiro”. Durante o evento, a docente apresentou a trajetória da filósofa, ativista do movimento negro e do feminismo negro, primeira brasileira reconhecida como cidadã beninense pelo governo do Benin, em África.
A programação incluiu uma encenação teatral com estudantes da Educação Básica sobre a exigência de “boa aparência” em processos de contratação, seguida de reflexões sobre racismo, machismo e sexismo no Brasil. Também foram exibidos materiais audiovisuais sobre Sueli Carneiro falando sobre Lélia Gonzalez, pioneira do feminismo negro em nosso país, além do clipe oficial da escola de samba Mocidade Unida da Mooca (MUM), no Carnaval de São Paulo deste ano, que homenageou as mulheres negras na diáspora e o Geledés – Instituto da Mulher Negra, fundado por Sueli Carneiro em 1988.
As atividades contemplaram ainda a apresentação de livros escritora por Sueli Carneiro ou sobre ela, entre eles: “Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser”, “Dicionário Biográfico Histórias entrelaçadas de mulheres afrodiasporicas”, “Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro”, “Escritos de uma vida/Sueli Carneiro”, “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”, além da realização de um bingo antirracista, com cartelas confeccionadas pelos próprios estudantes a partir de palavras-chave relacionadas à biografia da intelectual.















