Rondonistas da UNIFAL-MG concluem primeira semana de preparação para a Operação Carimbó do Projeto Rondon

Atualizado em 16/07/2026 11:06

Rondonistas da UNIFAL-MG durante capacitação da Operação Carimbó, realizada na 100ª Operação do Projeto Rondon (fotos: arquivo pessoal).

A equipe de rondonistas da UNIFAL-MG realizou a primeira semana de capacitação e treinamento da Operação Carimbó, que marca a 100ª Operação do Projeto Rondon. Durante o período, os rondonistas participaram de formação, integração e preparação para as atividades extensionistas que estão sendo desenvolvidas junto às comunidades atendidas pela operação.

A iniciativa buscou preparar técnica e humanamente os rondonistas para o desenvolvimento das ações extensionistas nos municípios atendidos pela Operação. Além de promover a integração entre as equipes de diferentes instituições de ensino superior do país, a formação fortaleceu valores como cidadania, solidariedade, compromisso social e respeito às diversidades culturais.

Deslocamento da equipe de rondonistas da UNIFAL-MG de Alfenas/MG para o Rio de Janeiro/RJ, rumo à capacitação da Operação Carimbó.

As atividades tiveram início no dia 05/07, com o deslocamento da equipe de Alfenas/MG para o Rio de Janeiro/RJ. Em seguida, os participantes embarcaram na Base Aérea do Galeão com destino a Marabá/PA. A programação de capacitação foi realizada entre os dias 06 e 11/07, no 52º Batalhão de Infantaria de Selva. O treinamento foi organizado pelo Ministério da Defesa, em parceria com as Forças Armadas e as instituições de ensino superior participantes da Operação.

A participação da Universidade é coordenada pelo professor Tomaz Henrique Araújo, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), com apoio do coordenador adjunto Ramon Alves de Oliveira Paula, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF).

Desde a chegada ao Batalhão, a equipe tem sido acompanhada pelo Subtenente do Exército Brasileiro Valmir Antonio Krewer. Designado como “anjo” da equipe, o militar tem prestado apoio logístico, orientação e segurança aos rondonistas ao longo da Operação, bem como contribuir para o bom desenvolvimento das atividades e para a integração entre a equipe, as Forças Armadas e as comunidades atendidas.

As atividades incluiram dinâmicas de acolhimento, cerimônia de entrega do chapéu do rondonista, apresentações culturais, palestras sobre a história do Projeto Rondon, atuação das Forças Armadas, do Ministério da Defesa e das universidades presentes, além de oficinas e práticas de sobrevivência em ambiente de selva. Houve, ainda, o Seminário de Defesa e Soberania da Amazônia Oriental, com debates contemporâneos e interdisciplinares.

A capacitação foi conduzida por militares, convidados especialistas e coordenadores do Projeto Rondon, por meio de atividades teóricas e práticas. Os participantes receberam orientações sobre logística, segurança, trabalho em equipe, relacionamento com as comunidades, planejamento das ações extensionistas e vivências em campo.

Depoimentos

Roberta Kelly, discente do curso de Letras da UNIFAL-MG e rondonista da Operação Carimbó.

Para Roberta Kelly, discente de Letras e integrante da equipe da UNIFAL-MG na Operação Carimbó do Projeto Rondon, a experiência fortaleceu vínculos e ampliou saberes. Segundo ela, o Rondon é, acima de tudo, uma experiência de presença: estar na semana de capacitação, participar da Operação e assumir esse compromisso social reforça a certeza de que a Universidade cumpre seu papel ao se colocar a serviço da comunidade e construir pontes de diálogo, cooperação e diversidade. “Ao longo dos dias de formação, o sentimento de coletividade foi fortalecido e a sensação de pertencimento à equipe e ao projeto, reafirmada”, declara.

Francini Castilha do Nascimento, mestranda em Enfermagem da UNIFAL-MG e rondonista da Operação Catimbó.

Já Francini Castilha do Nascimento, mestranda em Enfermagem, destaca que voar pela Força Aérea Brasileira (FAB) foi uma experiência inédita e marcante. Ela também ressalta que conhecer, durante a capacitação, a atuação das Forças Armadas na região Norte proporcionou uma compreensão mais ampla das ações desenvolvidas em prol da Amazônia. Para a mestranda, a expectativa para a Operação é contribuir com os conhecimentos adquiridos ao longo de sua trajetória acadêmica e fortalecer a atuação social por meio de práticas extensionistas inovadoras.

Participe do Jornal UNIFAL-MG!

Você tem uma ideia de pauta ou gostaria de ver uma matéria publicada? Contribua para a construção do nosso jornal enviando sugestões ou pedidos de publicação. Seja você estudante, professor, técnico ou membro da comunidade, sua voz é essencial para ampliarmos o alcance e a diversidade de temas abordados.

LEIA TAMBÉM