Em 29 de julho de 2005, a então Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas/Centro Universitário Federal (EFOA/CEUFE) se transformava em Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Naquele mesmo dia, nasciam Gabriel Hansen D’Agostini e Rafael Palladino. Um dia depois, em 30 de julho, nascia Amanda Rodrigues Gomes. Hoje, os três são estudantes da UNIFAL-MG e ajudam a contar os 21 anos da transformação institucional a partir das próprias trajetórias.
Gabriel cursa o quarto período de Biomedicina, no campus sede. Rafael é estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia (BICE), no campus Varginha, e está em processo de colação de grau. Amanda está no quinto período de Farmácia, também no campus sede, em Alfenas.
Caminhos que chegaram à Universidade

Natural de Americana-SP, Gabriel conheceu melhor a UNIFAL-MG durante a preparação para ingressar no ensino superior. O interesse surgiu a partir da indicação de uma amiga nascida em Alfenas, que comentou a respeito da cidade e sobre a Universidade.
“Fazendo mais pesquisas, eu vi que seria uma boa opção cursar Biomedicina na UNIFAL-MG”, relata o acadêmico.
Para Rafael, da cidade de Itatiba-SP, conhecer a proposta do curso interdisciplinar foi determinante para sua escolha. A possibilidade de ter contato com diferentes campos do conhecimento chamou sua atenção.
“Escolhi a UNIFAL-MG por causa da proposta inovadora do curso interdisciplinar. Achei muito interessante a oportunidade de ter uma formação ampla, integrando matérias de diversas áreas, como Economia, Ciências Atuariais, Ciências Contábeis e Administração Pública”, afirma.
Amanda, que é de Alfenas, cresceu ouvindo falar sobre a Instituição e conhecendo pessoas que se formaram na Universidade Federal de Alfenas. “Cresci ouvindo referências sobre a UNIFAL-MG, tive conhecidos que já haviam estudado na Instituição e que me incentivaram a estudar nela também, além de saber que é uma universidade de ensino excelente”, compartilha.
Aprendizado, projetos e vínculos
Entre as experiências que mais marcaram Gabriel está o vínculo construído com os colegas. Como passa a maior parte do ano longe da família, encontrou nos amigos uma rede de apoio em Alfenas. “Ter encontrado nos meus amigos de curso uma família foi muito importante. Poder ter um apoio em Alfenas é extremamente gratificante”, afirma.

A graduação também o levou a descobrir uma possibilidade de atuação profissional que antes não havia considerado. “Ter descoberto uma área de atuação que nunca antes havia passado na minha cabeça que eu poderia trabalhar mostra como fazer um curso em universidade expande nossa mente e abre muitas portas”, avalia.
Rafael relaciona sua trajetória ao aprendizado e às relações construídas durante o curso. “O que mais marcou minha trajetória foi, sem dúvidas, o aprendizado enriquecedor do curso, somado às amizades e aos laços que criei aqui. A convivência na Universidade me proporcionou conexões e memórias para a vida toda”, comenta.
Para Amanda, uma das experiências mais significativas foi participar de iniciativas que aproximam a formação acadêmica da sociedade. “Uma das experiências que mais marcou minha trajetória na UNIFAL-MG foi ter a oportunidade de participar de projetos que buscam levar os conhecimentos aprendidos dentro da Universidade para a comunidade externa, principalmente levando saúde”, destaca.
Sonhos e trajetórias que se encontram

Conforme Gabriel, a UNIFAL-MG está associada à realização de um projeto construído ao longo dos últimos anos e apoiado pela família. “A UNIFAL-MG representa, nada mais, nada menos, que um sonho se realizando. Cursar Biomedicina se tornou um sonho para mim por volta de 2020 ou 2021, quando decidi que esse era o curso que queria fazer”, afirma.
“Representa não apenas um sonho meu, mas também o esforço da minha família, que sempre me apoiou e fez de tudo para que eu tivesse o melhor ensino possível”, completa.
Rafael considera o impacto acadêmico, profissional e pessoal que a passagem pela Universidade causa em sua trajetória. “A UNIFAL-MG representa um papel gigantesco na minha história. Foi um lugar que me abriu portas e me impulsionou a evoluir bastante, tanto no aspecto acadêmico e profissional quanto no meu desenvolvimento pessoal”, destaca.
Amanda também relaciona a Universidade à realização de um sonho e ao acolhimento encontrado durante a graduação. “A UNIFAL-MG hoje representa minha segunda casa, um lugar que me acolheu, que me deu a oportunidade de ter experiências incríveis e que permite que eu continue realizando os meus sonhos”, afirma.
Uma coincidência que aproxima trajetórias
A coincidência das datas de nascimento reforça o vínculo dos estudantes com a Instituição, como é o caso de Gabriel e Rafael. Nascidos exatamente em 29 de julho de 2005, os dois compartilham com a Universidade o dia, o mês e o ano da transformação.
“Eu me sinto honrado, de certa forma, porque compartilho não apenas o ano, mas também o dia e o mês com essa transformação. É quase como se meu destino fosse vir para a UNIFAL-MG desde o dia em que nasci”, comenta Gabriel.
Rafael também recebeu a descoberta com surpresa. “É até engraçado pensar que, de certa forma, isso pode ter sido um sinal de que o meu caminho e o da UNIFAL-MG estavam destinados a se cruzar”, afirma.
Amanda nasceu um dia depois da transformação, mas também reconhece no ano compartilhado um significado especial. “Eu tinha o sonho de entrar em uma universidade federal, e saber que a UNIFAL-MG se tornou universidade federal no mesmo ano em que nasci torna minha trajetória ainda mais especial”, ressalta.
A Universidade que essa geração encontrou
A Instituição encontrada pelos três estudantes preserva uma história iniciada em 1914, com a criação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. A federalização ocorreu em 1960. Em 2001, a Escola passou a Centro Universitário Federal e, quatro anos depois, foi transformada em Universidade Federal de Alfenas.

Segundo o professor Alessandro Antonio Costa Pereira, reitor da UNIFAL-MG, mais de duas décadas depois, a transformação está refletida na ampliação da presença institucional, com uma nova unidade educacional em Alfenas e campi em Poços de Caldas e Varginha, além de mais de 7 mil estudantes matriculados, cursos de graduação e pós-graduação, centros de pesquisa, projetos de extensão e serviços voltados à comunidade. Para ele, esse conjunto expressa o papel da UNIFAL-MG na formação de profissionais, na produção de conhecimento e na oferta de ações que aproximam a Universidade da sociedade.
“Celebrar os 21 anos da UNIFAL-MG como universidade federal é reconhecer uma trajetória construída por muitas gerações formada por estudantes, docentes, técnicos e pela comunidade que participa diariamente de suas atividades. Hoje, essa história se expressa na formação de milhares de profissionais, na pesquisa, na extensão e na presença da Universidade em diferentes cidades. Ao mesmo tempo, ela continua sendo renovada por estudantes como Gabriel, Rafael e Amanda, que ajudam a dar novos sentidos a essa trajetória”, finaliza.
A equipe do Jornal UNIFAL-MG deseja sucesso a Gabriel, Rafael e Amanda, e vida longa à Universidade, para que outras gerações também encontrem nela espaço para aprender, crescer e realizar seus sonhos.














