Oficinas práticas sobre alimentos funcionais, preparo de receitas e escolhas alimentares são desenvolvidas na UNIFAL-MG por meio do projeto de extensão Gastronomia Funcional, vinculado ao Programa Integrado de Estratégias Nutricionais, o PIEN, da Faculdade de Nutrição (FANUT). A iniciativa busca contribuir para a formação de profissionais da área de alimentação e de pessoas que possam compartilhar conhecimentos com diferentes públicos.

Coordenado pela professora Letícia Tamie Paiva Yamada, o projeto integra as atividades de curricularização da extensão da disciplina Alimentação e Sustentabilidade, do curso de Nutrição, e também mantém interface com estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Saúde de Populações.
A ação envolve a bolsista Yasmin Ceravolo de Oliveira e os estudantes voluntários Bianca Passoni, Guilherme Soares Lapa Assis, Lívia Guimarães Silva, Maria Vitória de Moura e Vívian Caroline dos Santos Michelin, que auxiliam nas oficinas. A proposta conta ainda com a parceria do chef Rodrigo Aparecido Terra, professor do curso de Gastronomia do SENAC.
Segundo a coordenadora do projeto, as oficinas de gastronomia funcional promovem educação alimentar e orientam os participantes sobre o uso adequado de ingredientes com propriedades funcionais.
“Além de TCCs e artigos de pesquisa, o projeto já desenvolveu o Dia Mundial da Gastronomia Sustentável e a 1ª oficina de Gastronomia Funcional: Oficina de Panificação Funcional que ocorreu no Laboratório de Técnica Dietética da FANUT, oportunidade em que os participantes aprenderam a produzir pães, bolos e biscoitos sem glúten, sem lactose ou com ingredientes com bioativos funcionais”, detalha a professora Letícia Yamada.
As oficinas utilizam conhecimentos gerados em estudos desenvolvidos por docentes envolvidos no projeto. A professora Flávia Della Lucia, vice-coordenadora do projeto, desenvolveu pesquisa sobre o marolo; a professora Letícia Yamada estudou alimentos como azedinha, mangarito e urucum; e a professora Roberta Ribeiro da Silva Barra pesquisou a ora-pro-nóbis.
O Grupo de Pesquisa Nutrição e Saúde de Populações também desenvolve projetos relacionados aos compostos bioativos e à modulação de doenças crônicas não transmissíveis. Os conhecimentos produzidos pelo grupo subsidiam a seleção dos ingredientes, a preparação dos materiais didáticos e a elaboração das atividades.
Entre os objetivos estão ampliar a formação de agentes multiplicadores, contribuir para a oferta regional de alimentos destinados a necessidades específicas e apoiar a qualificação da alimentação oferecida em escolas municipais. O projeto prevê, para isso ainda, atividades de capacitação de merendeiras da rede municipal.
Oficinas utilizam conhecimentos gerados em estudos desenvolvidos por docentes envolvidos no projeto. (Fotos: Arquivo/Coordenação do Projeto)
PANC na Mesa

Uma das ações vinculadas ao Gastronomia Funcional foi o evento PANC na Mesa, realizado em alusão ao Dia da Gastronomia Sustentável, em 18 de junho. A atividade abordou as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) por meio de demonstrações práticas, degustação e troca de conhecimentos sobre identificação, preparo seguro e inclusão dessas espécies na alimentação.
“A atividade teve por objetivo ampliar o repertório alimentar da comunidade de Alfenas, fomentar práticas gastronômicas mais diversas e sustentáveis já que estas plantas são bem rústicas e muito adaptadas ao nosso clima e solo e, portanto, precisam de poucos insumos e defensivos agrícolas para se produzir”, relata a professora Letícia Yamada, que coordenou o evento, ao lado do professor Ramon Alves de Oliveira Paula.
Conforme a coordenadora, o termo PANC é utilizado para designar espécies que possuem uma ou mais partes comestíveis, mas não são encontradas ou cultivadas habitualmente nos circuitos convencionais de consumo. “Esses alimentos reúnem mais de 351 espécies catalogadas com rigor científico e ocorrem em todo o território nacional”, explica.
Essas plantas são ricas em proteínas, vitaminas, compostos bioativos e minerais, e segundo a professora, muitas superam em valor nutricional as hortaliças mais comercializadas como alface e a couve, que são convencionais.
No Sul de Minas, entre as espécies mais conhecidas estão marolo, ora-pro-nóbis, serralha, almeirão-roxo, urucum e taioba. Produtores rurais também conhecem alimentos como mangarito, cará-do-ar e taro.
O termo PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) é utilizado para designar espécies que possuem uma ou mais partes comestíveis, mas não são encontradas ou cultivadas habitualmente nos circuitos convencionais de consumo. (Fotos: Arquivo/Dicom e Coordenação do Projeto)
Próximas oficinas
As próximas atividades estão previstas para começar neste mês de agosto e a expectativa é que abordem temas como Alimentação na Depressão e na Ansiedade, Geleias Funcionais e Alimentação nos Transtornos do Espectro Autista (TEA) e no Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Cada oficina tem capacidade para 25 participantes, limite correspondente à estrutura do laboratório. As inscrições serão abertas pelo sistema de ações de extensão da UNIFAL-MG.
A divulgação das atividades pode ser acompanhada pelo perfil @gastronomiafuncional.unifal no Instagram e pela página da FANUT.




























