“Da concessão à flexibilização de direitos: Perspectiva Histórica da Legislação Trabalhista no Brasil” – Cristina Oliveira de Carvalho

  Em 2017, o cenário brasileiro era de incertezas para empregadores e empregados. À época, entrava em vigor a nova reforma trabalhista, marcada por incessantes debates envolvendo os impactos da flexibilização dos vínculos de trabalho. Esse foi o ponto de partida para o desenvolvimento da pesquisa que culminou no livro “Da concessão à flexibilização de … Ler mais

Como não ser senhor de engenho, por Eloésio Paulo

O título de Banguê (1934), que no futuro será fatalmente pronunciado errado pela maioria das pessoas, graças à estupidíssima extinção do trema em nossa mais recente reforma ortográfica, também desfiguradora de belas palavras devido à bagunça que fez com o hífen, não deve atrair muitos leitores para o livro de José Lins do Rego. Afinal, … Ler mais

Varíola dos Macacos: virologista da UNIFAL-MG esclarece como acontece a transmissão e pontua diferenças entre o vírus da varíola e o coronavírus

Relatos de casos de varíola do macaco – nome popular da doença provocada pelo poxvirus, também chamado de Monkeypox vírus – tomaram as manchetes dos noticiários a partir de maio de 2022. Mais de 90 países passaram a relatar casos da doença viral, chegando, no final do mês de agosto, a mais de 41 mil … Ler mais

Graciliano como personagem, por Eloésio Paulo

  Um escritor que também é teórico corre, ao escrever ficção, sério risco de transformá-la em ensaísmo. Não escapou a esse risco o crítico Silviano Santiago, mineiro de Formiga, no caderno de notas imaginário Em liberdade (1981), que mesmo assim é seu melhor romance e um dos mais relevantes escritos sob o regime militar de … Ler mais

Bicentenário da Independência do Brasil, por Mário Danieli Neto

No Bicentenário da Independência do Brasil, convidamos para uma reflexão acerca de um dos personagens mais marcantes de nossa História: José Bonifácio de Andrada e Silva. Nascido em Santos (SP) em 1763, estudou na Universidade de Coimbra, onde formou-se em filosofia e direito e, posteriormente, formou-se em mineralogia pela Universidade de Freiburg. Faleceu em Niterói … Ler mais

Somente diversão, mas da boa, por Eloésio Paulo

Algum crítico literário dos anos 80 – teria sido José Paulo Paes? – reclamou que faltava literatura de entretenimento no Brasil. Sua tese era que, não havendo leitura por diversão em larga escala, dificilmente se formaria um público suficiente para o florescimento de uma literatura nacional vigorosa. O argumento é bem plausível, e, particularmente no … Ler mais

Lá ao longe, uma ditadura, por Eloésio Paulo

As meninas são três: Lia, Lorena e Ana Clara. Esta, também chamada Ana Turva pelas colegas, devido a seu modo de viver, mais para a escuridão do que para a claridade. Elas são, ou foram, estudantes que moram num pensionato de freiras em São Paulo. A época, os anos mais trevosos do regime militar imposto … Ler mais

A importância de não ser Franz, por Eloésio Paulo

Não é que o escritor conte uma história sem pé nem cabeça. É que os pés e a cabeça, como num quadro cubista, talvez não estejam nos lugares previstos. O agressor (1943) já foi comparado também a Beckett e Dostoiévski, mas seu parentesco mais evidente no tronco da literatura ocidental é Kafka. Há mesmo um … Ler mais

“Mulheres no Cristianismo Primitivo: poderosas e inspiradoras” – Cláudio Umpierre Carlan et al.

  O papel das mulheres nas dinâmicas primordiais do cristianismo é o tema do novo livro lançado pelo pesquisador Cláudio Umpierre Carlan, professor do curso de História do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da UNIFAL-MG. Organizada em parceria com os pesquisadores, Pedro Paulo Funari — professor de História Antiga da Unicamp e também … Ler mais

Oswald nos andaimes, por Eloésio Paulo

A primeira informação importante sobre Oswald de Andrade é que ele detestava ser chamado de “Ôswald”, o “horrível proparoxítono” (como o definiu Antonio Candido). Estabelecido isso, por que alguém leria Os condenados ou A trilogia do exílio, obra escrita entre 1917 e 1921? As três narrativas que se encadeiam para relatar a crise espiritual e … Ler mais

Médica hematologista desmistifica crenças populares sobre causas e tipos de anemia; confira entrevista com docente da Faculdade de Medicina

Em alguma época da vida, todo mundo já ouviu falar de anemia. Muitas pessoas nos dizem “come direito, senão vai te dar anemia” ou “cuida dessa anemia direito, senão ela vira leucemia”, mas será que essas afirmações tão populares têm fundamento? Para esclarecer informações como essas que muitos de nós crescemos ouvindo, a médica Iara … Ler mais

O absolutismo pobre da Cidade de Deus, por Eloésio Paulo

O estilo de Paulo Lins contém impurezas e tropeços, como os continham os de Balzac e Dostoiévski. Mesmo um leitor entusiasmado da primeira hora, o crítico marxista Roberto Schwarz, não deixou de notar certas “desigualdades literárias” em Cidade de Deus (1997), tratando, no entanto, de conferir a elas um status de funcionalidade estética. Houve também … Ler mais

Crônicas de vidas erradas, por Eloésio Paulo

Resumo de Ana (1998), de Modesto Carone, é composto de duas narrativas que se entrelaçam e espelham. A Ana do título e Ciro, protagonista da outra história, são mãe e filho. Se lidas superficialmente, os textos revelam-se como o relato objetivo de uma história real: Ana foi a avó materna do autor; Ciro foi seu … Ler mais

O zênite de Graciliano, por Eloésio Paulo

  Infância (1945) é, em geral, considerado um livro de memórias. Mas essa catalogação plana deixa de observar várias pistas de propósito incluídas nele, como a declaração de que o menino Graciliano muito cedo ganhou “afeição às mentiras impressas”. O volume é dividido em capítulos intitulados um pouco à maneira de Vidas secas; no início … Ler mais

Com a palavra, o verme, por Eloésio Paulo

  Quem está à beira do corpo? Inicialmente se pensa que é o verme, estranho narrador da primeira parte desse romance estranho. Mas, na segunda parte, o outro narrador nos dirá que é Vicente. A história propriamente é boa: o relato de um adultério e da vingança do “conje” traído. De novo, a velha obsessão … Ler mais

Teve azul, mas faltou ouro, por Eloésio Paulo

É sintomático que o único personagem muito interessante de Ouro sobre azul (1875), romance hoje um pouco esquecido, seja o celibatário convicto e globetrotter folgazão Adolfo Arouca. Ele se enquadra muito mal no figurino romântico, a ponto de o estranharmos quando afivela ao rosto a máscara do burguês cheio de respeito às conveniências. Adolfo é … Ler mais