UNIFAL-MG participa do I Fórum de Saúde Mental realizado no Auditório Leão de Faria da Universidade

Com o tema "A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e as interfaces de cuidados e gestão", o evento aconteceu no dia 09/04
I Fórum de Saúde Mental, realizado no Auditório Leão de Faria, da UNIFAL-MG. (Foto: arquivo pessoal)

A UNIFAL-MG participou do I Fórum de Saúde Mental, promovido pela Casa do Legislativo, com apoio do Ministério Público. O evento evidenciou o compromisso da Universidade com a promoção da saúde mental, o fortalecimento das políticas públicas e a integração entre ensino, pesquisa, extensão e comunidade. O Fórum, realizado pela coordenação de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde de Alfenas/MG, com apoio do Conselho Municipal de Políticas Públicas Sobre Drogas (COMPOD), aconteceu no dia 09/04, no Auditório Leão de Faria da Universidade.

O professor Dênis da Silva Moreira, da Escola de Enfermagem da UNIFAL-MG e conselheiro do COMPOD, mediou, durante o evento, um estudo de caso sobre a atuação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no município. Na ocasião, propôs reflexões sobre os desafios e as potencialidades da articulação entre o cuidado e a gestão no campo da saúde mental. O docente também contribuiu com suporte técnico e científico para a construção da programação do Fórum, além de colaborar na definição dos temas discutidos.

“Ficou evidente que a complexidade dos casos em saúde mental exige uma abordagem que considere não apenas os aspectos clínicos, mas também sociais, familiares e culturais”, ressalta. Ele afirma que quando há falhas na articulação entre os serviços, o usuário pode acabar sendo fragmentado em atendimentos desconectados, o que compromete a efetividade das intervenções.

O docente e a professora Sueli Carvalho Vilela, também da Escola de Enfermagem da UNIFAL-MG, foram designados por portaria do reitor, Alessandro Antônio Costa Pereira, para representar a Universidade no COMPOD. “A minha participação contribui para que as decisões do COMPOD sejam fundamentadas em evidência científica, pesquisas e experiências acadêmicas na área de saúde mental. Essa participação fortalece a integração entre universidade, poder público e sociedade”. afirma.

Profissionais das áreas de saúde, ciências humanas, assistência social e educação participaram do evento. O Fórum é resultado de ações deliberadas no Curso de capacitação sobre a RAPS, voltado a conselheiros municipais e profissionais da saúde. O evento teve como objetivo central realizar um diagnóstico situacional preciso, ao ouvir os gestores dos serviços que compõe a RAPS e afins. “O encontro marcou um esforço coletivo para humanizar e integrar o atendimento a pessoas em sofrimento mental no município de Alfenas/MG”, enfatiza.

Durante as discussões, foram levantados pontos críticos que ainda dificultam a eficiência total da RAPS no município. De acordo com o professor, entre os principais desafios destacados, estão:

  • Integração Fragmentada: dificuldade de comunicação entre os diferentes pontos da rede (unidades de Saúde, CAPS, hospitais);
  • Recursos e Infraestrutura: necessidade de ampliar o quadro de profissionais qualificados e melhorar os espaços de atendimento; ​
  • Barreiras Culturais: estigma social em relação à saúde mental, que ainda impede muitos cidadãos de buscarem ajuda precocemente.

Para o docente, das reflexões emergiram fragilidades, mas também possibilidades de transformação, e que a consolidação da rede RAPS depende não apenas de diretrizes normativas, mas de práticas cotidianas comprometidas com o cuidado integral, a escuta qualificada e a cooperação entre profissionais e gestores.

“Mais do que identificar problemas, o Fórum focou em estratégias de curto e longo prazo. Para os profissionais presentes, a palavra de ordem é “articulação”. A RAPS é uma articulação de serviços que oferece cuidado integral à comunidade. ​O Fórum propôs soluções imediatas aos desafios, como a criação de um grupo interdisciplinar de comunicação direta e encontros mensais para discussão de casos”, destaca.

Ao final do evento, estabeleceu-se um pacto para um comprometimento coletivo entre a sociedade civil, a UNIFAL-MG, setores da administração municipal. O Fórum passa a ser permanente, com reuniões semestrais para acompanhar o progresso das ações. “A longo prazo, o objetivo é a implementação de uma Política Municipal de Saúde Mental robusta, com sistemas de registro integrados e formação contínua das equipes”, finaliza Dênis Moreira.

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